quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

TRANSFORMANDO VIDAS: OS PENSAMENTOS QUE NOS LIMITAM


 



 

Os pensamentos levam a uma ação, esta ação pode se transformar em um hábito, este hábito pode criar um comportamento. Os comportamentos repercutem nos resultados alcançados em todos os âmbitos da vida. De maneira inversa, os resultados alimentam os pensamentos e os fortalecem cada vez mais. As pessoas têm dificuldade de entender e identificar esta cadeia de conexão mental e o resultado disso pode repercutir em um círculo vicioso de insucessos nas mais variadas áreas da vida. Portanto, para se modificar os resultados alcançados, o caminho correto é alterar o padrão dos pensamentos.

A crença é um jargão que se utiliza para designar um pensamento de convicção, o qual a pessoa aceita como verdade absoluta sobre alguma coisa, mesmo que isso seja incorreto. Podendo ser positiva ou negativa, por exemplo, “eu sou uma pessoa inteligente” ou “eu não tenho sorte”. Normalmente, as crenças se desenvolvem na infância e são fortalecidas durante a vida adulta.

As crenças limitantes são desenvolvidas a partir do momento em que a pessoa acredita fielmente em alguma coisa que viu, ouviu ou sentiu, podendo ser um fato impactante, os pais a repetirem que a criança não é bonita ou que não vai ser bem-sucedida na vida, crescer em um ambiente onde o pai falta com o respeito ou agride a mãe. Existem muitos exemplos, contudo, se torna mais didático identificar os tipos:

1 – Hereditárias: desenvolvidas no ambiente familiar, normalmente ocasionadas pelo que as pessoas ouvem ou veem, como palavras inapropriadas dos pais e a relação conturbada dos mesmos;

2 – Sociais: ocasionadas por sugestões recebidas do ambiente externo, através da mídia, nos relacionamentos pessoais, de estudo e profissionais;

3 – Pessoais: são criadas pelas próprias pessoas com base nas experiências vividas e nas reações a elas.

Quanto ao seu surgimento, existem duas formas, quais sejam:

· impacto emocional, onde a pessoa passa por alguma grande experiência negativa ou mesmo traumatizante e isto desenvolve um pensamento que fica guardado em seu subconsciente;

· repetição, seria uma espécie de condicionamento mental, o que a pessoa viu, ouviu ou sentiu e que mexeu com ela emocionalmente, que vai se repetindo, de maneira similar em diversos momentos da vida, como um padrão, sendo que, isto fortalece cada vez mais a crença limitante.

Os pensamentos de convicção que limitam o ser humano podem acarretar o desamor, o desvalor e o desamparo, seria como a pessoa contar uma história para si mesma sobre quem ela é e como sempre será o resultado de suas ações.

As crenças ou pensamentos de convicção, por vezes, são confundidos com os valores das pessoas e isto fortalece os comportamentos inadequados e que limitam o ser humano, tornando complicado o convívio social, impactando em todas as áreas da vida e perfazendo um círculo vicioso de insucesso e de distanciamento do bem viver.

Para que possamos nos conhecer melhor e aos outros, ainda para que neutralizemos as crenças que nos limitam, é importante que saibamos distinguir, no âmbito pessoal, valores, princípios e virtudes.

Valores são critérios pessoais considerados importantes, as características e comportamentos que impulsionam e direcionam as decisões. A honestidade e a lealdade são dois exemplos. Todo comportamento está em busca de satisfazer um valor, portanto, quando se compreende os valores, pode-se identificar crenças limitantes e alterar o comportamento.

Os princípios estão diretamente influenciados pelo meio externo, por exemplo: a sociedade, a família em que a pessoa nasceu e foi criada, seu círculo de amizades. Repercutindo em regras que a pessoa estabelece para si mesma e para os outros, gerando decisões que impactam no seu comportamento.

As virtudes são qualidades pessoais, algumas de ordem moral, por exemplo: bondade, senso de justiça, sinceridade, pontualidade, resiliência, comprometimento, otimismo, inteligência, empatia, entre outras. Muitas destas qualidades podem ser trabalhadas com o desenvolvimento da inteligência emocional e também repercutem no seu comportamento.

Segundo o Dr.Albert Ellis, psicólogo estadunidense, que desenvolveu, em 1955, a “Terapia Racional Emotiva Comportamental” (REBT), grande parte do sofrimento emocional do ser humano tem origem ou pode ser eliminado pela mudança das crenças limitantes. Segundo o Dr. Ellis, essas crenças negativas acabam ditando as emoções e as decisões das pessoas, mediando o relacionamento das mesmas com o mundo e os problemas inerentes a isso.

As crenças limitantes podem ser identificadas e eliminadas através da psicoterapia, do coaching e de diversas terapias relacionadas as Medicinas Tradicionais Complementares e Integrativas. Portanto, esses pensamentos que nos limitam, comumente denominados de crenças, podem e devem ser neutralizados, sendo substituídos por pensamentos que repercutam em comportamentos a nos aproximar do bem viver, do sucesso e da felicidade.

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terça-feira, 14 de dezembro de 2021

DEZEMBRO VERMELHO: NOS SEUS 40 ANOS A AIDS AINDA NÃO TEM CURA

 
 


A Organização Mundial da Saúde (OMS) criou, em 1996, o UNAIDS, programa que tem a função de criar soluções e ajudar os países no combate à AIDS, objetivando prevenir o avanço do HIV, prestar tratamento e assistência às pessoas afetadas pela doença e reduzir o impacto socioeconômico da epidemia. Também instituiu o dia 1º de dezembro como o Dia Mundial de Combate à AIDS. No Brasil, a partir da lei nº 13.504/2017 foi criado o Dezembro Vermelho, Campanha Nacional de Prevenção ao HIV/AIDS e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST).

Faz 40 anos que a primeira infecção pelo vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) que é responsável por causar a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) foi identificado pela primeira vez, estávamos em 1981 e esta doença que apresenta uma combinação de outras doenças que incluem, normalmente, sarcoma de Kaposi (um tipo de câncer), fadiga, perda de peso, baixa imunidade e pneumonia, se revestiu durante um bom tempo de grande mistério e preconceito, levando o medo e sendo entendida como uma sentença de morte para seus portadores.

O HIV/AIDS foi identificado pela primeira vez em 1981, através da morte de Gaëtan Dugas, conhecido como paciente zero, visto ser um dos primeiros a disseminar a doença nos EUA. Contudo, análises realizadas em sangue preservado sugerem que a primeira morte comprovada foi de um homem no Congo, em 1957 e pesquisas apontam que a primeira transmissão dos macacos para os seres humanos possa ter ocorrido na década de 1930. No Brasil, o primeiro caso notificado foi no Estado de São Paulo, em 1983.

A pessoa contaminada pelo vírus HIV pode ou não desenvolver a doença causada por este vírus, a AIDS. O HIV infecta as células de defesa do organismo, em especial os linfócitos T-CD4+, os quais coordenam o sistema imunológico, se replicando no seu interior, provocando falhas progressivas no sistema de defesa do organismo conforme a doença evolui, deixando o paciente fragilizado e suscetível a diversas doenças oportunistas que podem acarretar a morte.

O HIV é a denominação genérica de dois vírus que podem causar a AIDS: HIV-1, mais frequente, produz maior quantidade de partículas virais no organismo, mas se apresenta menos resistente a antirretrovirais do tipo não nucleosídeos (bastante utilizados no Brasil) e HIV-2, mais resistente a antirretrovirais do tipo não nucleosídeos. Ressalto que, pode ocorrer uma infecção pelos dois tipos de HIV, havendo uma replicação simultânea no organismo, acarretando a infecção conjunta ou superinfecção.

A AIDS é considerada uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), sendo que, a transmissão do HIV ocorre devido ao contato com fluídos corporais, ocorrendo da seguinte forma: nas relações sexuais; no compartilhamento de materiais perfurocortantes (agulhas, alicates de unhas, entre outros); na transfusão de sangue; da mãe para o filho pela gestação, no parto ou aleitamento materno; no manuseio de materiais contaminados e pela transmissão ocupacional, através dos profissionais de saúde. A pessoa contaminada não transmite o HIV pelo abraço ou pelo aperto de mão, também não ocorre a contaminação através de instalações sanitárias ou por picada de insetos.

Em 2020, a UNAIDS informava em seu relatório anual que 37,6 milhões de pessoas vivem com o HIV, 77,5 milhões foram infectadas desde o início da epidemia, no ano do relatório, 1,5 milhões foram infectadas, 690 mil morreram pela doença, 27,4 milhões tiveram acesso à terapia antirretroviral, sendo que, 34,7 milhões de pessoas morreram de doenças relacionadas à AIDS desde o início da epidemia.

O avanço das políticas públicas com a coordenação da OMS tem sido fundamentais para a diminuição de casos e de óbitos, além da proteção ao direito de tratamento. A criação da UNAIDS pela OMS em 1996 é um marco importante no combate a epidemia, assim como, o entendimento que o HIV não tem o seu contágio restrito a grupos específicos, formados por homossexuais, bissexuais e usuários de drogas injetáveis, podendo a sua contaminação ser disseminada por toda a população.

No Brasil, a evolução das políticas públicas de combate à epidemia aconteceu em paralelo a criação do SUS pela Constituição de 1988, sendo que, as ações implementadas em nosso país se tornaram referência mundial. O Ministério da Saúde (MS) criou uma Política Nacional do DST-AIDS, a qual originou o Programa DST-AIDS, de bastante repercussão sanitária, o qual trabalha o combate as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e a AIDS, com foco na prevenção e cuidados, desenvolvendo campanhas e fortalecendo a conscientização para a importância do sexo seguro através do uso do preservativo, de não compartilhar seringas, da adoção de protocolos de segurança e utilização de EPIs (equipamentos de proteção individual) por parte dos profissionais de saúde, entre outras ações. A proteção de direitos também está garantida por esta política, sendo que, desde 1996, todas as pessoas HIV+ no país recebem tratamento gratuito pelo SUS, com sigilo de informações e distribuição do kit de antirretrovirais.

Esclareço que, todas as vacinas são recomendadas para as pessoas HIV+, inclusive as vacinas contra a Covid-19, não havendo entendimento cientifico de contraindicação, ao contrário, o caráter de ataque do sistema imunológico do HIV-AIDS reforça a importância da vacinação.

O fato de o vírus atacar o sistema de defesa natural do organismo torna desafiador encontrar uma cura, neste momento está em desenvolvimento o AGT103-T, terapia genética que visa reparar os danos ao sistema imunológico e auxiliar as respostas naturais do corpo para controlar o vírus, a FDA (Food and Drugs Administration), a ANVISA dos EUA, aprovou em agosto de 2020 a primeira fase de testes em humanos. Atualmente o kit de antirretrovirais está bem evoluído e tem alcançado respostas terapêuticas importantes, as quais repercutem em qualidade de vida e em evitar a transmissão continua do HIV.

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quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

TRANSFORMANDO VIDAS: A INTELIGÊNCIA EMOCIONAL IMPULSIONANDO O SUCESSO PROFISSIONAL

 


Ao tempo em que a saúde mental é um desafio do mundo moderno, com as pessoas sendo cada vez mais impactadas pelas rápidas mudanças no mercado de trabalho ditadas pela evolução tecnológica, as quais tornam este mundo cada vez mais competitivo e envolto em exigências, potencializando as pressões e as responsabilidades, na mesma medida, a inteligência emocional se tornou uma exigência para o sucesso profissional.

Apesar de não ser ensinada nos bancos escolares, a inteligência emocional ou o Quociente Emocional (QE) de cada pessoa têm se tornado tão, ou mais importante, que o Quociente de Inteligência (QI) e o preparo intelectual e profissional. Afinal, através do QE, a pessoa demonstra maior ou menor capacidade de controlar as suas emoções, e isto se expressa, por exemplo, na capacidade de persistência e automotivação, ao controlar impulsos, ao engajar, motivar e extrair o melhor potencial dos colaboradores e também sendo mais resiliente aos problemas e dificuldades, inclusive sendo menos suscetível ou tendo mais sabedoria para conviver com doenças e transtornos mentais.

Segundo estudo da Talent Smart, gigante mundial na área de consultoria empresarial, treinamento e orientação profissional, 90% dos profissionais com melhor performance tem altos níveis de Inteligência Emocional. Travis Bradberry e Jean Greaves, autores do livro “Inteligência Emocional 2.0” e que fazem parte do staff da Talent Smart, realizaram pesquisa de longo período, envolvendo mais de 500 mil pessoas, a qual identificou que apenas 36% dos avaliados conseguem identificar as suas próprias emoções e que o QE está relacionado a 58% do sucesso profissional em qualquer carreira.

A Inteligência Emocional é um conceito da Psicologia que surgiu inicialmente em 1920, quando o psicólogo norte-americano Edward Thorndike a descreveu como a habilidade de administrar as emoções. Em seguida, outros estudiosos acrescentaram informações e fatos importantes para se aprimorar o conceito. Contudo, apenas em 1990, Peter Salovey e John D. Mayer elaboraram artigo acadêmico que fixou a teoria de Inteligência Emocional. A despeito desta linha temporal de evolução e fixação do conceito de QE, coube ao psicólogo, escritor e PhD da Universidade de Harvard, nos EUA, Daniel Goleman, popularizar o conceito através de seu livro “Inteligência Emocional: a teoria revolucionária que define o que é ser inteligente”. Apesar de não ter definido o conceito academicamente, Goleman é considerado o pai da Inteligência Emocional.

Administrar as emoções e desenvolver a Inteligência Emocional pressupõe o equilíbrio entre as funções dos hemisférios direito e esquerdo do cérebro. Cada lado cumpre funções específicas, relacionadas ao intelecto, ao controle muscular, a regulação interna das funções corporais e aos centros emocionais.

O hemisfério esquerdo é responsável pelo comando de tarefas analíticas e lógicas, quais sejam: a matemática, a escrita, a linguagem, além das funções físicas, abrangendo atividades que são aderentes à racionalidade. Esta área do cérebro é responsável por processar as informações recebidas, filtrar as que tem aplicação prática e estruturar esses dados de maneira racional.

No hemisfério direito se processam as funções emocionais, por exemplo: a capacidade de intuição e síntese, compreensão da linguagem, música e gestos, estando relacionado a orientação espacial, as atividades artísticas e a percepção ilimitada, atuando para dar sentido à percepção e a interação com o meio externo.

Os dois hemisférios cerebrais atuam de maneira conjunta e esta interação repercute na organização neurológica, contudo, um dos hemisférios é sempre mais predominante que o outro, isto acarreta que, cada pessoa tem um deles melhor desenvolvido. Na prática, acredita-se que, pessoas ligadas à área artística tem o lado direito como dominante e pessoas ligadas às áreas de engenharia e economia, por exemplo, tem o lado esquerdo como dominante. Para que as pessoas possam desfrutar de todo o seu potencial, pressupõe-se um equilíbrio entre o cérebro emocional e o racional, isto pode ser alcançado através do desenvolvimento da Inteligência Emocional.

Segundo Daniel Goleman, a Inteligência Emocional tem 5 pilares: conhecer as suas emoções, controlar as suas emoções, desenvolver a automotivação, desenvolver a empatia (capacidade de se colocar no lugar do outro) e desenvolver o relacionamento interpessoal.

Para desenvolver a sua Inteligência Emocional, existem hábitos que podem ser incorporados no dia-a-dia, cito 7 dicas:

· desligue o piloto automático (viva o aqui e agora, altere padrões e comportamentos);

· analise as suas reações e relações com os outros;

· desenvolva mecanismos para identificar e controlar seus sentimentos negativos, suas crenças limitantes e seus impulsos;

· transfira o foco de si mesmo para os outros;

· entenda o erro como uma oportunidade de autoconhecimento e aprendizado;

· seja humilde e disposto a aprender;

· exercite a autoconfiança, iniciando por expressar suas opiniões.

O desenvolvimento da Inteligência Emocional é uma qualificação essencial para profissionais de todas as áreas, sendo importante na prevenção e tratamento de doenças físicas e mentais, para melhorar o convívio no ambiente de trabalho e com a família, para prosperar neste novo mundo que se apresenta amplo em oportunidades, mas de imensas transformações e desafios.

Como vimos, a Inteligência Emocional exerce extrema influência na vida pessoal e no ambiente de trabalho, a boa nova é que ela pode ser desenvolvida, portanto, vamos nos preparar e dar passos largos no caminho do bem viver, do sucesso e da prosperidade.

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terça-feira, 7 de dezembro de 2021

INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS: EPIDEMIA GLOBAL E SILENCIOSA

 


A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertava já em 2019 que o mundo padecia de uma epidemia silenciosa provocada por quatro Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), incialmente assintomáticas. Segundo a OMS, todos os dias ocorre 1 milhão de novas infecções provocadas por Gonorreia, Clamídia, Sífilis e Tricomoníase.

As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) ou conforme sua designação mais recente, Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) são dezenas de patologias transmitidas por contato sexual e são causadas, preferencialmente, por bactérias e vírus, ou ainda por parasitas. Se manifestam por meio de feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas, causando lesões nos órgãos genitais, o que aumenta a vulnerabilidade para a pessoa adquirir o HIV. Podendo acarretar malformação fetal, aborto, problemas cardíacos ou neuronais, infertilidade, câncer e outros agravos, podendo levar à morte.

No Brasil, as IST também estão em alta, a Sífilis é o maior exemplo, ocorrendo um aumento de 59,1 casos/100 mil habitantes (2017) para 75,8 casos/100 mil habitantes em 2018, as Hepatites virais também apresentaram aumento, com 43 mil novos casos em 2018 e o número de infectados pelo HIV (vírus da imunodeficiência humana), causador da AIDS, aumentou em 21% de 2010 a 2018, enquanto que, mundialmente, houve uma queda de 16% (dados da Unaids, programa especializado das Nações Unidas). As IST que mais atingem os brasileiros são: Gonorreia, Clamídia, Sífilis, Tricomoníase, Herpes genital, HPV e Hepatite B.

A Clamídia e a Gonorreia são causadas por bactérias e geralmente estão associadas, podendo atingir órgãos genitais, garganta e olhos, sendo inicialmente assintomáticas. Quando apresentam os sintomas, são: corrimento no pênis (com ou sem pus), ardor e esquentamento na urina e dor nos testículos (homens); corrimento vaginal com dor no baixo ventre e dor ou sangramento durante a relação sexual (mulheres). Se não tratados podem evoluir para Doença Inflamatória Pélvica (DIP), infertilidade, dor crônica, gravidez tubária, aborto, endometrite e parto precoce. O tratamento é com antibióticos.

A Sífilis (bactéria Treponema Pallidum) apresenta 3 fases: primária, ferida geralmente única, cancro duro (10 a 90 dias pós contágio) que aparece no local de entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus e boca), podendo ser acompanhada por ínguas na virilha e é assintomática; secundária (6 semanas a 6 meses do surgimento da ferida inicial), manchas no corpo, febre, mal estar, dor de cabeça e ínguas. A terceira fase é assintomática e pode surgir com menos de 2 anos da infecção (latente recente) ou mais de 2 anos (latente tardia), podendo levar até 40 anos para se consumar. Pode acarretar queda de cabelos, cegueira, problemas cardíacos, paralisia e a morte. Segundo o Ministério da Saúde (MS), houve um aumento de casos (2010 a 2018) de 3.8 mil para 158 mil (4000%). O tratamento é com antibióticos.

A Tricomoníase é causada pelo protozoário Triconoma Vaginalis, encontrado com mais frequência na genitália feminina. Seus sintomas são: corrimento amarelado, amarelo-esverdeado ou acinzentado, com mau cheiro, podendo ocorrer prurido, dor durante o ato sexual e sangramento e dor ao urinar. Nos homens costuma ser assintomático, mas pode provocar uretrite com secreção espumosa ou purulenta. Facilita a transmissão da gonorreia e clamídia e durante a gestação pode causar aborto. Trata-se com antibióticos.

A Herpes Genital é causada pelo vírus do herpes simples (HSV) e provoca lesões na pele e nas mucosas dos órgãos genitais. Seus sintomas são: ardor, coceira, formigamento e gânglios inflamados, evoluindo para bolhas dolorosas e feridas. Não tem cura, sendo o seu surto desencadeado pelo estresse, traumas na região genital, febre, infecção, exposição ao sol, alterações hormonais e uso de medicamentos. O tratamento é com antivirais para reduzir os sintomas.

O Papiloma Vírus Humano (HPV) infecta pele e mucosas e pode causar câncer no homem e na mulher, sendo responsável por 7 em cada 10 casos de câncer de colo de útero no mundo. Pode ficar latente por meses e anos, sendo mais comum em gestantes e pessoas com imunidade baixa. Seus sinais são verrugas na região genital e no ânus, normalmente é assintomático, podendo apresentar coceira no local. Apresenta lesões subclínicas (não visíveis a olho nu) nos órgãos reprodutores masculinos e femininos e na região anal. O tratamento é químico ou cirúrgico, conforme suas características (extensão, quantidade e localização). A prevenção é feita pela vacina, indicada para meninas (9 a 14 anos), meninos (11 a 14 anos), HIV positivo (9 a 26 anos) e transplantados (9 a 26 anos). Na mulher é indicado, para a sua identificação, a realização anual do exame Papanicolau.

A Hepatite viral é uma inflamação do fígado, classificada em A, B, C, D e E, sendo a B considerada uma IST, podendo ser transmitida através do sangue (agulha contaminada, por exemplo) e no ato sexual, tendo como sintomas: dor abdominal, diarreia, náuseas, vômito, intolerância a cheiros, pele e olhos amarelados, urina escura, fezes claras, mal-estar e dor no corpo. Pode provocar cirrose hepática e câncer no fígado. Apresenta vacina: crianças são 4 doses (ao nascer, 2, 4 e 6 meses), adultos são 3 doses e o seu tratamento é com antiviral.

As IST são consideradas como um dos principais problemas de saúde pública no mundo, no Brasil, segundo o MS, mais da metade da população entre 16 e 25 anos tem HPV, além de serem porta de entrada para o HIV.

A prevenção é fundamental e esta se faz através do sexo seguro, com o uso do preservativo ou camisinha, tanto masculino como feminino, ainda através do uso de equipamentos de proteção individual (EPI) e protocolos de biossegurança por parte dos profissionais de saúde. A Hepatite B e o HPV tem vacina, portanto, buscar a boa informação também é importante.

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TRANSFORMANDO VIDAS: COMO VENCER A AUTOSSABOTAGEM

Autossabotagem é quando a pessoa toma atitudes que lhe são prejudiciais, influindo de maneira negativa nas suas tarefas cotidianas, nos seus...