quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

TRANSFORMANDO VIDAS: A INTELIGÊNCIA EMOCIONAL IMPULSIONANDO O SUCESSO PROFISSIONAL

 


Ao tempo em que a saúde mental é um desafio do mundo moderno, com as pessoas sendo cada vez mais impactadas pelas rápidas mudanças no mercado de trabalho ditadas pela evolução tecnológica, as quais tornam este mundo cada vez mais competitivo e envolto em exigências, potencializando as pressões e as responsabilidades, na mesma medida, a inteligência emocional se tornou uma exigência para o sucesso profissional.

Apesar de não ser ensinada nos bancos escolares, a inteligência emocional ou o Quociente Emocional (QE) de cada pessoa têm se tornado tão, ou mais importante, que o Quociente de Inteligência (QI) e o preparo intelectual e profissional. Afinal, através do QE, a pessoa demonstra maior ou menor capacidade de controlar as suas emoções, e isto se expressa, por exemplo, na capacidade de persistência e automotivação, ao controlar impulsos, ao engajar, motivar e extrair o melhor potencial dos colaboradores e também sendo mais resiliente aos problemas e dificuldades, inclusive sendo menos suscetível ou tendo mais sabedoria para conviver com doenças e transtornos mentais.

Segundo estudo da Talent Smart, gigante mundial na área de consultoria empresarial, treinamento e orientação profissional, 90% dos profissionais com melhor performance tem altos níveis de Inteligência Emocional. Travis Bradberry e Jean Greaves, autores do livro “Inteligência Emocional 2.0” e que fazem parte do staff da Talent Smart, realizaram pesquisa de longo período, envolvendo mais de 500 mil pessoas, a qual identificou que apenas 36% dos avaliados conseguem identificar as suas próprias emoções e que o QE está relacionado a 58% do sucesso profissional em qualquer carreira.

A Inteligência Emocional é um conceito da Psicologia que surgiu inicialmente em 1920, quando o psicólogo norte-americano Edward Thorndike a descreveu como a habilidade de administrar as emoções. Em seguida, outros estudiosos acrescentaram informações e fatos importantes para se aprimorar o conceito. Contudo, apenas em 1990, Peter Salovey e John D. Mayer elaboraram artigo acadêmico que fixou a teoria de Inteligência Emocional. A despeito desta linha temporal de evolução e fixação do conceito de QE, coube ao psicólogo, escritor e PhD da Universidade de Harvard, nos EUA, Daniel Goleman, popularizar o conceito através de seu livro “Inteligência Emocional: a teoria revolucionária que define o que é ser inteligente”. Apesar de não ter definido o conceito academicamente, Goleman é considerado o pai da Inteligência Emocional.

Administrar as emoções e desenvolver a Inteligência Emocional pressupõe o equilíbrio entre as funções dos hemisférios direito e esquerdo do cérebro. Cada lado cumpre funções específicas, relacionadas ao intelecto, ao controle muscular, a regulação interna das funções corporais e aos centros emocionais.

O hemisfério esquerdo é responsável pelo comando de tarefas analíticas e lógicas, quais sejam: a matemática, a escrita, a linguagem, além das funções físicas, abrangendo atividades que são aderentes à racionalidade. Esta área do cérebro é responsável por processar as informações recebidas, filtrar as que tem aplicação prática e estruturar esses dados de maneira racional.

No hemisfério direito se processam as funções emocionais, por exemplo: a capacidade de intuição e síntese, compreensão da linguagem, música e gestos, estando relacionado a orientação espacial, as atividades artísticas e a percepção ilimitada, atuando para dar sentido à percepção e a interação com o meio externo.

Os dois hemisférios cerebrais atuam de maneira conjunta e esta interação repercute na organização neurológica, contudo, um dos hemisférios é sempre mais predominante que o outro, isto acarreta que, cada pessoa tem um deles melhor desenvolvido. Na prática, acredita-se que, pessoas ligadas à área artística tem o lado direito como dominante e pessoas ligadas às áreas de engenharia e economia, por exemplo, tem o lado esquerdo como dominante. Para que as pessoas possam desfrutar de todo o seu potencial, pressupõe-se um equilíbrio entre o cérebro emocional e o racional, isto pode ser alcançado através do desenvolvimento da Inteligência Emocional.

Segundo Daniel Goleman, a Inteligência Emocional tem 5 pilares: conhecer as suas emoções, controlar as suas emoções, desenvolver a automotivação, desenvolver a empatia (capacidade de se colocar no lugar do outro) e desenvolver o relacionamento interpessoal.

Para desenvolver a sua Inteligência Emocional, existem hábitos que podem ser incorporados no dia-a-dia, cito 7 dicas:

· desligue o piloto automático (viva o aqui e agora, altere padrões e comportamentos);

· analise as suas reações e relações com os outros;

· desenvolva mecanismos para identificar e controlar seus sentimentos negativos, suas crenças limitantes e seus impulsos;

· transfira o foco de si mesmo para os outros;

· entenda o erro como uma oportunidade de autoconhecimento e aprendizado;

· seja humilde e disposto a aprender;

· exercite a autoconfiança, iniciando por expressar suas opiniões.

O desenvolvimento da Inteligência Emocional é uma qualificação essencial para profissionais de todas as áreas, sendo importante na prevenção e tratamento de doenças físicas e mentais, para melhorar o convívio no ambiente de trabalho e com a família, para prosperar neste novo mundo que se apresenta amplo em oportunidades, mas de imensas transformações e desafios.

Como vimos, a Inteligência Emocional exerce extrema influência na vida pessoal e no ambiente de trabalho, a boa nova é que ela pode ser desenvolvida, portanto, vamos nos preparar e dar passos largos no caminho do bem viver, do sucesso e da prosperidade.

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terça-feira, 7 de dezembro de 2021

INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS: EPIDEMIA GLOBAL E SILENCIOSA

 


A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertava já em 2019 que o mundo padecia de uma epidemia silenciosa provocada por quatro Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), incialmente assintomáticas. Segundo a OMS, todos os dias ocorre 1 milhão de novas infecções provocadas por Gonorreia, Clamídia, Sífilis e Tricomoníase.

As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) ou conforme sua designação mais recente, Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) são dezenas de patologias transmitidas por contato sexual e são causadas, preferencialmente, por bactérias e vírus, ou ainda por parasitas. Se manifestam por meio de feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas, causando lesões nos órgãos genitais, o que aumenta a vulnerabilidade para a pessoa adquirir o HIV. Podendo acarretar malformação fetal, aborto, problemas cardíacos ou neuronais, infertilidade, câncer e outros agravos, podendo levar à morte.

No Brasil, as IST também estão em alta, a Sífilis é o maior exemplo, ocorrendo um aumento de 59,1 casos/100 mil habitantes (2017) para 75,8 casos/100 mil habitantes em 2018, as Hepatites virais também apresentaram aumento, com 43 mil novos casos em 2018 e o número de infectados pelo HIV (vírus da imunodeficiência humana), causador da AIDS, aumentou em 21% de 2010 a 2018, enquanto que, mundialmente, houve uma queda de 16% (dados da Unaids, programa especializado das Nações Unidas). As IST que mais atingem os brasileiros são: Gonorreia, Clamídia, Sífilis, Tricomoníase, Herpes genital, HPV e Hepatite B.

A Clamídia e a Gonorreia são causadas por bactérias e geralmente estão associadas, podendo atingir órgãos genitais, garganta e olhos, sendo inicialmente assintomáticas. Quando apresentam os sintomas, são: corrimento no pênis (com ou sem pus), ardor e esquentamento na urina e dor nos testículos (homens); corrimento vaginal com dor no baixo ventre e dor ou sangramento durante a relação sexual (mulheres). Se não tratados podem evoluir para Doença Inflamatória Pélvica (DIP), infertilidade, dor crônica, gravidez tubária, aborto, endometrite e parto precoce. O tratamento é com antibióticos.

A Sífilis (bactéria Treponema Pallidum) apresenta 3 fases: primária, ferida geralmente única, cancro duro (10 a 90 dias pós contágio) que aparece no local de entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus e boca), podendo ser acompanhada por ínguas na virilha e é assintomática; secundária (6 semanas a 6 meses do surgimento da ferida inicial), manchas no corpo, febre, mal estar, dor de cabeça e ínguas. A terceira fase é assintomática e pode surgir com menos de 2 anos da infecção (latente recente) ou mais de 2 anos (latente tardia), podendo levar até 40 anos para se consumar. Pode acarretar queda de cabelos, cegueira, problemas cardíacos, paralisia e a morte. Segundo o Ministério da Saúde (MS), houve um aumento de casos (2010 a 2018) de 3.8 mil para 158 mil (4000%). O tratamento é com antibióticos.

A Tricomoníase é causada pelo protozoário Triconoma Vaginalis, encontrado com mais frequência na genitália feminina. Seus sintomas são: corrimento amarelado, amarelo-esverdeado ou acinzentado, com mau cheiro, podendo ocorrer prurido, dor durante o ato sexual e sangramento e dor ao urinar. Nos homens costuma ser assintomático, mas pode provocar uretrite com secreção espumosa ou purulenta. Facilita a transmissão da gonorreia e clamídia e durante a gestação pode causar aborto. Trata-se com antibióticos.

A Herpes Genital é causada pelo vírus do herpes simples (HSV) e provoca lesões na pele e nas mucosas dos órgãos genitais. Seus sintomas são: ardor, coceira, formigamento e gânglios inflamados, evoluindo para bolhas dolorosas e feridas. Não tem cura, sendo o seu surto desencadeado pelo estresse, traumas na região genital, febre, infecção, exposição ao sol, alterações hormonais e uso de medicamentos. O tratamento é com antivirais para reduzir os sintomas.

O Papiloma Vírus Humano (HPV) infecta pele e mucosas e pode causar câncer no homem e na mulher, sendo responsável por 7 em cada 10 casos de câncer de colo de útero no mundo. Pode ficar latente por meses e anos, sendo mais comum em gestantes e pessoas com imunidade baixa. Seus sinais são verrugas na região genital e no ânus, normalmente é assintomático, podendo apresentar coceira no local. Apresenta lesões subclínicas (não visíveis a olho nu) nos órgãos reprodutores masculinos e femininos e na região anal. O tratamento é químico ou cirúrgico, conforme suas características (extensão, quantidade e localização). A prevenção é feita pela vacina, indicada para meninas (9 a 14 anos), meninos (11 a 14 anos), HIV positivo (9 a 26 anos) e transplantados (9 a 26 anos). Na mulher é indicado, para a sua identificação, a realização anual do exame Papanicolau.

A Hepatite viral é uma inflamação do fígado, classificada em A, B, C, D e E, sendo a B considerada uma IST, podendo ser transmitida através do sangue (agulha contaminada, por exemplo) e no ato sexual, tendo como sintomas: dor abdominal, diarreia, náuseas, vômito, intolerância a cheiros, pele e olhos amarelados, urina escura, fezes claras, mal-estar e dor no corpo. Pode provocar cirrose hepática e câncer no fígado. Apresenta vacina: crianças são 4 doses (ao nascer, 2, 4 e 6 meses), adultos são 3 doses e o seu tratamento é com antiviral.

As IST são consideradas como um dos principais problemas de saúde pública no mundo, no Brasil, segundo o MS, mais da metade da população entre 16 e 25 anos tem HPV, além de serem porta de entrada para o HIV.

A prevenção é fundamental e esta se faz através do sexo seguro, com o uso do preservativo ou camisinha, tanto masculino como feminino, ainda através do uso de equipamentos de proteção individual (EPI) e protocolos de biossegurança por parte dos profissionais de saúde. A Hepatite B e o HPV tem vacina, portanto, buscar a boa informação também é importante.

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quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

TRANSFORMANDO VIDAS: O MUNDO EM BUSCA DE ATLETAS CORPORATIVOS

 


 

O mundo se transforma de maneira exponencial, mesmo antes da pandemia já vivíamos uma era de imensos avanços tecnológicos ditados pela 4ª Revolução Industrial em curso, estas amplas mudanças repercutem de maneira importante no mercado de trabalho e nas exigências do profissional destes novos tempos.

Estes avanços tecnológicos impactam a saúde, cada vez mais focada em serviços remotos, como consultas e exames ofertados por telemedicina, empresas de healthcare e homecare, as quais acionadas via aplicativo, levam até a casa do paciente os serviços médicos, psicológicos e de cuidadores, na mesma medida, nos centros cirúrgicos os profissionais de saúde dividem espaço com robôs e outros equipamentos de alta tecnologia. De forma similar, o modelo educacional sofre estas transformações e se insere na Educação 4.0, a qual tardou a chegar em nosso país, sendo que, um de seus pilares, o Ensino Híbrido, por necessidade, difundiu seu uso durante a pandemia. Mesclando aulas presenciais e remotas, o Ensino Híbrido se soma, por exemplo, a metodologia da sala de aula invertida e o uso da tecnologia no ambiente de ensino para configurar pilares da Educação 4.0 que é utilizada a décadas nos EUA, na Europa e nos países mais desenvolvidos do mundo.

Apesar de citar como exemplo as áreas da saúde e educação, as transformações se disseminam por tantas outras áreas, envolvendo diferentes ofertas de serviço e movimentando todo o mercado de trabalho. Estas mudanças se tornaram visíveis aos olhos da maioria durante a pandemia, momento que se inseriu em nosso cotidiano o trabalho remoto (home office), se intensificou o uso da inteligência artificial, a utilização da videoconferência, de tecnologias como o e-commerce e delivery, contudo, estas transformações que envolvem a forma e as relações de trabalho já estavam aí e apenas se potencializaram durante este evento sanitário, tornando-se mais visíveis. Podemos dizer que vieram para ficar e vão exigir um novo tipo de trabalhador.

Trocando em miúdos, esta crise sanitária acelerou diversas mudanças organizacionais que eram aguardadas ou já estavam em curso, claro que, uma onda de desestruturação econômica caminha junto com este tipo de evento e isto, causa insegurança quanto ao futuro profissional, contudo, mudanças geram oportunidades, mas para alcança-las, os profissionais precisam se modelar as novas exigências.

Corroborando com o que estou dizendo, uma pesquisa da IBM (Internacional Business Machines), gigante mundial do setor de tecnologia, aponta que a crise sanitária acelerou a transformação digital em 59% das companhias entrevistadas, no mesmo encaminhamento, a McKinsey & Company, líder mundial do setor de consultoria empresarial, identifica que mais de 100 milhões de trabalhadores serão afetados pelas transformações em curso até 2030.

Olha só, a civilização humana que foi tão impactada nesta pandemia, se vê no palco de transformações conjunturais irreversíveis e progressivas, forçosamente aderindo a elas, mas com a possibilidade de se colocar como protagonista e prosperar perante o senso de realidade histórico que mudanças geram enormes oportunidades.

Este mundo em transformação procura profissionais diferenciados, na realidade, “atletas corporativos”, pessoas que estejam preparadas no que tange a sua saúde física e mental. Portanto, não basta ter conhecimento de área, é importante conjugar qualidade de vida com inteligência emocional, boa relação interpessoal e a capacidade de administrar problemas.

A McKinsey & Company, elenca as principais virtudes do profissional destes novos tempos, quais sejam: capacidade de transformação de mentalidade e de adaptação, flexibilidade para trabalhar em posições remotas, capacidade de administrar a pressão e os problemas, autonomia, pensamento crítico, capacidade de priorização, capacidade de discernimento para filtrar informações, ter decisões assertivas e ser proativo.

Antes da pandemia, a saúde mental e a inteligência emocional já eram consideradas os maiores desafios do mundo moderno, afinal, o excesso de responsabilidades e de pressão, as cobranças no mercado de trabalho e a convivência com este mundo cada vez mais competitivo e exigente, se somam a falta de atenção com a saúde mental para provocar diversos distúrbios e doenças de ordem física e mental. Já em 2017, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertava que a Depressão é o mal do século, sendo a principal causa do suicídio e de incapacidade no trabalho, atingindo mais de 300 milhões de pessoas de todas as faixas etárias. Os transtornos de ansiedade, conjunto de doenças psiquiátricas marcadas pela preocupação excessiva ou constante de que algo negativo vai acontecer, atinge mais de 284 milhões de pessoas, sendo o nosso país o mais ansioso do mundo.

Os transtornos e as doenças mentais certamente atingiram mais pessoas nesta pandemia e isto impacta também na saúde física, contudo, estar atento e trabalhar a saúde emocional também se mostra muito importante. O Quociente Emocional (QE), qual seja, a capacidade das pessoas em controlar as suas emoções se mostra fundamental para o sucesso profissional, na medida que se expressa, por exemplo, na relação interpessoal, na capacidade de automotivar-se e persistir, mesmo perante os infortúnios, controlar seus impulsos, engajar e motivar pessoas, extraindo o melhor potencial de cada qual.

O novo mundo que vivemos se expressa por mudanças, proporcionando imensas oportunidades, mas, as pessoas precisam se transformar e evoluir para atingir o bem viver, o sucesso e a prosperidade.

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TRANSFORMANDO VIDAS: COMO VENCER A AUTOSSABOTAGEM

Autossabotagem é quando a pessoa toma atitudes que lhe são prejudiciais, influindo de maneira negativa nas suas tarefas cotidianas, nos seus...