terça-feira, 2 de junho de 2020

A PANDEMIA DO CAOS EVOLUI PELO BRASIL E SANTA CATARINA VIVENCIA O CRESCIMENTO DE CASOS COM SEUS LEITOS DE UTI NO LIMITE



Globalmente já são mais de 5,5 milhões de casos e 350 mil óbitos causados pela COVID-19, esta pandemia que assola o mundo e remodela as relações de trabalho e de convivência humana começa a desacelerar na Europa, com vários países adentrando a um novo normal, o EUA vive o pico de crescimento, já somando mais de 100 mil óbitos e o Brasil, novo epicentro da pandemia, tem apresentado mais de 1000 óbitos por dia.

Uma pandemia não é uma corrida de 100m e sim uma maratona, visto a gripe espanhola que durou de janeiro de 1918 a dezembro de 1920, apresentando diversas fases e 4 ondas da doença, sendo a 2ª mais intensa, vitimando mais de 50 milhões de pessoas. Por vivermos em tempos distintos, com uma evolução assombrosa da tecnologia e da ciência, entendo que não haverá este nível de mortalidade, entretanto os fatores desencadeadores destas pandemias estão mais intensos, como o aumento da população mundial, maus hábitos de higiene, degradação ambiental, desigualdade social e a despeito de termos sistemas de saúde organizados, muitos são frágeis, sendo a velocidade de disseminação global do vírus, muito mais rápida.

O Brasil está desde 15 de maio com um ministro da saúde interino, um militar de carreira ilibada, mas sem qualquer experiência na área da saúde, os cargos técnicos do Ministério da Saúde (MS) estão sendo alterados de maneira pouco criteriosa, as entrevistas coletivas estão esvaziadas e se ressentem do protagonismo do ministro. O comando e a articulação das ações em nível nacional, além do diálogo seguro com a população, primeiro dos mandamentos para se vencer uma crise sanitária deste porte, já não existe mais, assim como um planejamento eficaz parece um objeto de ficção.

Sabemos que a população precisa ser testada de maneira ampla e sem isto não há planejamento que se sustente, não existe uma “bola de cristal” que diga o momento de se fazer o distanciamento social, em que proporção ele deve ocorrer, quando distendê-lo ou sair do mesmo, aliás, a nota de orientação do MS em relação ao distanciamento social para estados e municípios, tardiamente elaborada, ainda carece de ser aprimorada.

Não compreendo a inexistência de uma política nacional de ampla testagem, ficando restrita a alguns estados, não poderia ser mobilizada, por exemplo, a Fundação Oswaldo Cruz, lembrando que a Biomanguinhos (pertencente à Fio Cruz) é a maior fornecedora de hemoderivados e vacinas do MS, além de outros grandes laboratórios brasileiros? O hospital Albert Einstein, sem incentivo, produziu um teste similar ao RT-PCR (laboratorial), igualmente eficaz, com o diferencial de cada equipamento analisar 1500 exames (o RT-PCR analisa 96), mas mesmas 3 horas. Também é difícil entender a falta de uma grande mobilização da indústria nacional, incentivada pelo governo, para fornecer respiradores, insumos e outros equipamentos, isto que, todos estão cientes das dificuldades do mercado internacional. Não seria uma luz para o empresariado nesta difícil crise?

De boas novas, a alteração da política com relação aos hospitais de campanha pelo MS, não pretendendo mais construir novos hospitais e preconizando que os que vierem a ser construídos pelos estados sejam de baixa e média complexidade, na proporção de 40 leitos de enfermaria para 10 leitos intermediários com respiradores, sendo que estes leitos com respiradores poderão ser habilitados por 90 dias, com custeio de R$ 478,72/dia recebidos em parcela única de R$ 43.000,00/leito. Por exemplo, a prefeitura de Itapema-SC montou 10 leitos com respiradores para a COVID-19, se enquadrados nas diretrizes da portaria específica, o MS vai habilitá-los e repassará R$ 430.000,00 em parcela única.

Ainda editou a Portaria GM/MS nº 561/2020, com o intuito de habilitar leitos de UTI para a COVID-19 em hospitais de pequeno porte que tenham entre 31 e 49 leitos, serão 179 leitos habilitados, R$ 3,2 milhões investidos e valor de custeio que varia de R$ 186 a 294 mil. Iniciou o repasse de R$ 2 bilhões para Santas Casas e hospitais filantrópicos para o combate a pandemia, viabilizados pelo PL nº 1006/2020 do Senado aprovada pela Câmara, sancionada pelo Presidente da República e transformada na Lei nº 13.995/2020, assim como foi sancionada a Lei Complementar nº 173/2020 do Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus que destinará para estados e municípios R$ 60 bilhões.

Com o Brasil vendo alguns estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Amazonas, Pará e a maior parte dos estados do nordeste já enfrentando a curva de crescimento da doença, mostrando desigualdade na capacidade de resposta tanto na prevenção com uma ampliação na oferta de testes e nas condições de implementar o distanciamento social, quanto na estruturação de seus sistemas de saúde, reitero que a despeito dos investimentos federais que citei, é lamentável a ausência do MS como instituição.

Santa Catarina, que começa a perceber um aumento gradativo de casos, com relevo para algumas regiões: Grande Oeste, Oeste, Sul e Foz do Rio Itajaí, está no limite da ocupação dos seus leitos de UTI, em especial na região da Foz. O governo estadual continua a fazer poucos testes, não apresenta dados confiáveis e tem deixado os municípios a própria sorte. De positivo, o fato de ter descoberto que a WEG de Jaraguá do Sul pode produzir respiradores, adquiriu 500, por preço normal e já em fase de entrega.

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segunda-feira, 1 de junho de 2020

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sexta-feira, 29 de maio de 2020

PANDEMIA DO CORONAVÍRUS CRESCENDO NO BRASIL E SANTA CATARINA JÁ COM SEUS LEITOS DE UTI NO LIMITE - PARTE 1

Olá!!! 



Acompanhe a minha participação na 1° edição do Jornal da Cidade FM (104,1) de Itapema, desta quinta-feira 28/05, onde conversamos sobre o Brasil estar se tornando o novo epicentro da Pandemia, da escuridão absoluta pela falta de testagem ao aumento de casos em Santa Catarina com a região da Foz do Rio Itajaí com lotação quase máxima de seus leitos de UTI. 



"Desvendando a Saúde do Brasil". 



Parte1. 



Vem comigo!!! 



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terça-feira, 26 de maio de 2020

BRASIL, O NOVO EPICENTRO DA PANDEMIA: MINISTÉRIO DA SAÚDE SEM COMANDO, CLOROQUINA E A BUSCA DO NOVO NORMAL.



Desde os primeiros artigos que escrevi sobre a pandemia oriunda do SARS-COV-2 e a doença por ele causada, a COVID-19, ainda em fevereiro, quando da pressuposta entrada do vírus no país em 26/02, tenho dito que podemos nos espelhar, tanto nas orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) quanto na experiência dos outros países que estão na nossa frente na curva de contágio. A primeira delas é em manter um comando único que articule as ações em todo o país, com um diálogo transparente, eficaz e contínuo com a população, coisa que a Itália não conseguiu fazer, a despeito de ter um sistema de saúde de modelo universal semelhante ao SUS, mas que, em virtude de problemas políticos, isto foi prejudicado, e somado a contenção inadequada desde o primeiro caso e o grande volume de idosos (maior da Europa), o caos se instaurou.

Também a ampla testagem, priorizando o RT-PCR (exame laboratorial com 96% de eficácia) e credenciando laboratórios, secundado pelos testes rápidos, os quais tem 30% de eficácia quando utilizados adequadamente para pacientes sintomáticos (a partir do 7º dia), recomendados para o controle dos profissionais de saúde e outros envolvidos, isto inibiria a subnotificação de casos e de óbitos, proporcionando a elaboração de quadros reais e confiáveis, dando parâmetros para o planejamento de ações de enfrentamento e do nível de imunização, como procedeu a Coreia do Sul e a Alemanha. O distanciamento social é a única ferramenta de prevenção, mas sem a testagem, como saber o momento, a sua amplitude e como evoluir até um novo normal?

Neste momento estamos com o Ministério da Saúde (MS) sem ministro efetivo, com um militar sem experiência na área, como interino, suscitando dúvidas sobre a recomposição de seu corpo técnico, o diálogo bem articulado dos tempos do ex-ministro Mandetta, bastante prejudicado na breve gestão Teich, não existe mais. Hoje, a discussão não é a pandemia e a correção de erros na política de contenção, ou a articulação das ações em nível nacional e sim uma medicação salvadora, a Cloroquina.

Na prática, a Cloroquina, o Remdesivir e outras medicações, já vinham sendo utilizadas em casos graves e com controle de seus efeitos colaterais, mas não existe estudo que comprove a real eficácia da Cloroquina ou da Hidroxicloroquina associada ou não à Azitromicina e ao Zinco na cura da COVID-19. Quando utilizada em altas dosagens, exigido neste caso, pode causar arritmia cardíaca, problemas renais, entre outros. O Conselho Federal de Medicina (CFM) emitiu o Parecer nº 04/2020, onde não recomenda e sim autoriza, perante critérios e condições, a sua prescrição para pacientes com sintomas leves, com sintomas importantes (sem necessidade de cuidados intensivos) e para pacientes críticos, porém ressalta a possibilidade de efeitos colaterais e a inexistência de comprovação cientifica de sua eficácia para esta doença, deixando o seu uso a critério do médico e do paciente, além de exigir a assinatura do Termo de Consentimento livre e esclarecido do paciente ou dos familiares.

O MS emitiu uma nova orientação de uso em 20/05, de maneira atípica, com foco para a utilização na Atenção Básica em fases iniciais da doença, claramente por pressão do chefe da nação, visto que cabe ao CFM e a ANVISA regularem a autorização ou a recomendação do uso de medicações. Caberá aos médicos e gestores a responsabilidade e creio que poderá acarretar ações judiciais por parte dos pacientes.

A pandemia da gripe espanhola foi de janeiro de 1918 a dezembro de 1920, teve 4 ondas, a segunda mais intensa, vitimando mais de 50 milhões de pessoas. Portanto, uma pandemia não é uma corrida de 100m e sim, uma maratona, com várias fases: entrada do vírus no país, circulação comunitária em cidades e regiões, curva de aceleração (4 a 7 semanas), curva de desaceleração, fase de imunização, podendo haver outras ondas da doença e, após a sua fase crítica (fase de aceleração), haverá outra onda, a dos pacientes portadores de outras doenças, neste momento precariamente assistidos, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica, em abril, 50 mil brasileiros não tiveram acesso a diagnóstico e tratamento para o câncer.

A COVID-19 só estará controlada perante a existência de vacina e/ou medicações eficazes para todos os casos, ainda com a imunização de mais de 60% da população, o que se denomina “imunização do rebanho”. Para cada fase se exige um planejamento e ferramentas adequadas, neste momento que algumas regiões vivem a fase de aceleração e outras estão no aguardo, a ampla testagem seria um farol na escuridão.

Pensando na realidade da subnotificação de casos de 10 a 15 vezes e de óbitos de 50% (dados da Fio Cruz), o Brasil já teria passado dos 3 milhões de casos e dos 30 mil óbitos, e Santa Catarina dos 60 mil casos e dos 150 óbitos. No aguardo da chegada da curva de crescimento, vendo as regiões Sul, Grande Florianópolis, Grande Oeste, Foz e Vale do Rio Itajaí, como as mais atingidas, o governo estadual continua trabalhando como se não houvesse amanhã, sem implementar uma política de ampla testagem, com dados bastante duvidosos, com relevo para o número de leitos de UTI e, aparentemente, sem preparar de maneira adequada o sistema de saúde.

O estado está imerso na discussão jurídica e política das irregularidades na compra de respiradores e do “finado” Chamamento Público para hospital de campanha de Itajaí, enquanto isso, dos 89 leitos de UTI-SUS da região da Foz do Rio Itajaí, 76 estavam ocupados (24/05), 85,4% de ocupação, restando 13 e uma dúvida imensa sobre o que há de vir.

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quarta-feira, 20 de maio de 2020

CARTÃO DE DESCONTOS


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TRANSFORMANDO VIDAS: COMO VENCER A AUTOSSABOTAGEM

Autossabotagem é quando a pessoa toma atitudes que lhe são prejudiciais, influindo de maneira negativa nas suas tarefas cotidianas, nos seus...