terça-feira, 19 de maio de 2020

COVID-19, UMA PANDEMIA A MOSTRAR O QUE SOMOS: A CIÊNCIA NÃO É EXATA, MAS É O CAMINHO.




Desde o surgimento do SARS-COV-2, esta nova cepa viral do Coronavírus, um dos mais de 200 vírus que causam o resfriado comum, lá em Wuhan na China, em final de dezembro de 2019, não se passou tanto tempo, mas pela carga de tensão, volume de informações e de contradições, mudanças bruscas de hábitos (pessoais e profissionais) e pelo desvendar do melhor e, infelizmente, do pior que existe nas instituições, nos países e nas pessoas, parece que uma eternidade de meses se foi.

A começar pela Organização Mundial da Saúde (OMS), se apequenando ao não cobrar informações precisas da China e implementar, em tempo, atitudes de contenção, tardiamente, em 30/01/20, declarando Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional. A OMS que é o braço em saúde da Organização das Nações Unidas (ONU), mostrou pouca independência diante da pressão exercida pelos países filiados e se curvou a questões econômicas, além de explicitar que não detém ferramentas para enfrentar uma emergência sanitária dessa ordem, sendo imprescindível que continue a existir, mas é necessário sua reestruturação perante as necessidades do mundo atual.

Globalmente, já passamos dos 4,5 milhões de casos e das 300 mil mortes, todos os continentes foram atingidos, modelos econômicos subjugados, o imperialismo americano na figura de Donald Trump, se pôs de joelhos, as pessoas estão isoladas mundo afora, existe uma revolução na forma de trabalho e de costumes em curso e há incertezas sobre o que virá e em que mundo habitaremos. Falo isso, não pela sua letalidade, a qual é baixa e circunspecta a públicos de risco, apesar do altíssimo contágio, foco no quanto estamos despreparados e a mercê desse evento sem precedentes, mas que certamente será superado com a descoberta de vacina e de medicações eficazes, entretanto pela superpopulação do planeta e de nossa ação deletéria com o mesmo, é previsível que outro vírus mais agressivo ainda esteja por vir.

Aqui no Brasil, o Ministério da Saúde (MS), por subvalorizar o que estava acontecendo ou por falta de competência mesmo, preparou um plano de contingência extremamente equivocado, sendo seguido pelos estados. Seria fundamental desde um primeiro momento, uma cartilha com os tipos de distanciamento social, diretrizes de aplicação e mecanismos para se migrar de um mais radical para um mais brando, somado a forma de se distender esta ferramenta e evoluir para a normalidade do viver, assim como adotar a política de ampla testagem da população, visto que sem isso, além de não ter quadros confiáveis de situação, é muito duvidoso se saber o momento de implementação de um distanciamento social. Já sabemos, na prática, os efeitos danosos de ordem psicológica, social e econômica do uso desta ferramenta, a qual, reitero, que na ausência de vacina e medicações eficazes para uso em amplos os casos, é a única ferramenta de prevenção disponível.

O MS cometeu muitos outros erros, abrandados pela excelente comunicação do ex-ministro Mandetta, quase totalmente corrigidos ou tiveram planejamento para tanto, contudo ainda buscando implementar a política de ampla testagem, tendo divulgado a aquisição de 46 milhões de testes (RT-PCR e testes rápidos), a preparação da Fio Cruz e o credenciamento de laboratórios, percebemos a dificuldade que estão encontrando na execução e colhemos os frutos dos erros, com uma subnotificação de casos de 10 a 15 vezes e de óbitos em 50% (segundo a Fio Cruz), portanto já passamos dos 2 milhões de casos e também do tempo de confiarmos em dados oficiais.

Santa Catarina desde o primeiro momento trabalha no escuro, sem implementar até aqui, uma política de ampla testagem, coisa que os municípios estão buscando fazer através de testes rápidos e, lembro que, este tipo de teste tem 30% de eficácia e é recomendado para uso em paciente sintomáticos (aplicação após o 7º dia dos sintomas), sendo complementar do RT-PCR (laboratorial/mais de 90% de eficácia), tendo como público preferencial profissionais da área da saúde, pessoas envolvidas no enfrentamento e de sua convivência com sintomas de síndrome gripal. Esta atitude desesperada dos municípios pode causar uma confusão ainda maior nos dados epidemiológicos estaduais, entretanto, em virtude da omissão do estado, os municípios estão fazendo o que podem ou além.

Neste momento o número de casos aparentemente cresce no estado, mas, somente com o LACEN como laboratório credenciado, com demanda represada, a liberar em um dia resultados de 15 a 20 dias atrás ou mais, além da demora estadual em contabilizar os dados municipais, é difícil tecer algum quadro confiável. A ocupação de leitos que chegou a 21,36% (maior já registrada), a taxa de distanciamento social que caiu para 39% (em queda e isto é preocupante), o crescimento de casos em cidades mais populosas e em determinadas regiões do estado, como a região oeste, com relevo para Chapecó, seguido de Concórdia, e grandes centros, como Florianópolis e Blumenau, se estes indicadores persistirem, somando o fato da chegada do outono/inverno, podem sinalizar a entrada do estado na curva de crescimento da doença.

Nosso estado vive uma crise de governança, um problema conjuntural do Brasil, a corrupção, nos faz sangrar neste momento tão difícil, o governo se mostra isolado com o governador correndo o risco de impeachment.

Vivendo uma guerra sanitária sem precedentes, nem mesmo na gripe espanhola de 1918, o Brasil vê o pedido de exoneração do ministro Nelson Teich, com 28 dias no cargo e uma contribuição absolutamente duvidosa, a não ser a grandeza de não concordar com o aparelhamento pelo chefe da nação de um órgão tão técnico, quanto o Ministério da Saúde, criado em 1953 e que em sua história, nunca se viu nessa situação.

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sexta-feira, 15 de maio de 2020

COVID-19, pandemia em tempo real, a ciência sendo questionada perante seus erros e acertos.


Olá!!! 
 
Acompanhe a minha participação na 1° edição do Jornal da Cidade FM (104.1) de Itapema nesta quinta-feira (14/05) à partir das 08:00h onde converso sobre a COVID-19, esta pandemia em tempo real, a ciência sendo questionada perante seus erros e acertos, atualizações e quadros do Brasil e de Santa Catarina. 
 
 Parte 2. 
 
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COVID-19, pandemia em tempo real, a ciência sendo questionada perante seus erros e acertos. Parte 1....




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 Acompanhe a minha participação na 1° edição do Jornal da Cidade FM (104.1) de Itapema nesta quinta-feira (14/05) à partir das 08:00h onde converso sobre a COVID-19, esta pandemia em tempo real, a ciência sendo questionada perante seus erros e acertos, atualizações e quadros do Brasil e de Santa Catarina.
 
Parte 1. 
 
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terça-feira, 12 de maio de 2020

COVID-19, A PANDEMIA DO DESCONHECIDO: ENTRE O LOCKDOWN E O ACREDITAR EM UMA “GRIPEZINHA".



Segundo estudo da Universidade John Hopkins (EUA), a qual fornece um dos mais abalizados banco de dados sobre a pandemia da COVID-19, utilizado como referência pelo Ministério da Saúde (MS), o Brasil será novo epicentro da doença. À partir de dados coletados até o início de maio, estimava-se mais de 1,6 milhão de contaminados, indicava a maior taxa de contágio do mundo (cada contaminado infecta cerca de 3 pessoas) e sinalizava para o perigo da ampla subnotificação de casos (10 a 15 vezes maior que os relatos oficiais), provocado principalmente pela baixa testagem, até aquele momento 1,6 mil testes por milhão de pessoas, enquanto o EUA aplicaram 20,2 mil testes por milhão de pessoas e países europeus 30 mil.

Oficialmente já passamos dos 163 mil casos e das 11.123 mortes, em realidade, passamos de 1,6 milhão de casos e dos 20 mil óbitos, lembrando que, segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fio Cruz), a subnotificação de óbitos é de 50%.

Nosso país é continental e desigual, refletindo na realidade de termos diversas curvas de crescimento e não apenas uma como ocorreu nos países europeus. Os fatores que vão balizar o momento, o tempo de ocorrência e a intensidade são de ordem epidemiológica, social, populacional, geográfica, estruturação e eficácia dos sistemas de saúde, somados às ações preventivas executadas em tempo, dose e eficácia.

A área hospitalar se constitui em um grave problema conjuntural, com nossos quase 7 mil hospitais (somados SUS e suplementar) mal distribuídos pelo país e em se tratando de uma doença que causa uma síndrome respiratória aguda grave, o baixo volume de oferta de UTIs, igualmente mal distribuídas.

Com relação a UTI, apresenta alto custo de implementação e manutenção, em gestão hospitalar se trabalha com limite de ociosidade (no SUS e no suplementar). O custo de implementação de 1 leito é de 180 mil reais e o custeio diário oscila entre 2.500 e 3.000 mil reais, incluindo insumos, medicamentos e profissionais. Podendo ser geral, especializada, pediátrica ou neonatal, qualificações que vão impactar no seu custo básico de implementação e manutenção, entretanto o custo de implementação unitário é mais elevado, visto a possibilidade de determinados equipamentos exigidos serem utilizados para mais de um leito. A RDC nº 7/2010 da ANVISA, define critérios de implementação, equipamentos mínimos, profissionais exigidos, entre outros.

Perante o momento, o MS ampliou por 90 dias o valor do custeio diário de leitos habilitados de 800 para 1600 reais, a Portaria de Consolidação GM/MS nº 3/2017 dá os parâmetros para a habilitação perante o SUS. Na eminência da requisição de leitos privados, a saúde suplementar, através da ANS, discute com o MS a elaboração de uma “fila única” (SUS e suplementar) com definição de custeio, e estados e municípios solicitam a habilitação e custeio de leitos em hospitais de campanha.

Na ausência de vacina e com medicações sendo testadas, mas carecendo de comprovação para uso em escala, a prevenção se reveste de fundamental importância e esta se faz através das medidas de distanciamento social e da ampla testagem.

Tardiamente o MS emitiu Nota Técnica sobre os tipos de distanciamento social e os critérios de utilização, detalhando o distanciamento social ampliado, o seletivo e o lockdown. Ficou devendo os mecanismos para se migrar do lockdown ou do distanciamento social ampliado para o seletivo, além dos caminhos de saída efetiva dessa ferramenta.

O estado do Maranhão foi o primeiro a decretar lockdown na sua capital e em mais 3 cidades da ilha de São Luiz (por decisão judicial), seguido por Fortaleza (CE), Belém e outras 10 cidades (PA), Niterói e São Gonçalo (RJ), já na cidade do Rio de Janeiro foi solicitado pela Fio Cruz junto ao Ministério Público. Esses locais têm em comum a eminência de colapso do sistema de saúde, somada a baixa adesão da população ao distanciamento social.

Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Amazonas, Pará e boa parte do nordeste, com relevo para as suas capitais, apresentam as situações mais críticas e o aumento nas incidências de casos dia-a-dia indicam a entrada na curva de crescimento.

Santa Catarina, que implementou o distanciamento social ampliado em 17/03, creio que motivado pelo medo e sem razões técnicas, com municípios inclusive adotando o lockdown, apresenta a rede de ensino paralisada desde então, estando em momento de relaxamento desta medida e com baixa ocupação de leitos de UTI (em torno de 17,7%), o que pode sinalizar um achatamento da curva de crescimento, entretanto não implementou uma politica de ampla testagem, na contramão de outros estados e do governo federal, trabalhando numa perigosa escuridão. Tem dificuldades em preparar o seu sistema de saúde, com um chamamento público de 76,9 milhões para a implementação de hospital de campanha de 100 leitos, eivado de discussões jurídicas, suspenso e a compra de respiradores no valor de 33 milhões, valor pago e produto não recebido, sendo motivo da exoneração do secretário de estado da saúde, da operação Oxigênio (força tarefa que envolve o MP, TCE-SC e Polícia Civil) e de instauração de comissão parlamentar de inquérito na Assembleia Legislativa, podendo acarretar no impeachment do governador. No aguardo da curva de crescimento da pandemia, a qual, por indicadores disponíveis, deve ocorrer entre final de maio e junho, o estado vive uma situação de relativa tranquilidade e de um futuro muito preocupante.

Com a realidade do MS não ter preparado antecipadamente o país para enfrentar esta pandemia, as correções foram feitas ao final da gestão do ministro Mandetta, e com planejamento por ele elaborado em execução, vivemos o dilema de termos um chefe da nação que confronta a ciência e estimula o menosprezo a esta pandemia que tem instaurado o terror, desintegrado convicções e modelos econômicos mundo afora, e certamente nos impõe sermos diferentes em um mundo que jamais será igual.

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terça-feira, 5 de maio de 2020

PANDEMIA DA COVID-19, O RISCO DE UMA TRAGÉDIA NACIONAL: ANÁLISE DO BRASIL E DE SANTA CATARINA



A Pandemia da COVID-19 avança de maneira impiedosa pelo Brasil, segundo estudos do Imperial College University (Londres), temos a maior velocidade de transmissão do mundo, nos igualando ao EUA, isso significa que cada pessoa contaminada transmite a doença para, pelo menos, outras 3. Estes dois países são os únicos enquadrados na categoria “muito alta” de transmissão, perante este parâmetro, autoridades sanitárias consideram que as medidas de isolamento social só podem ser afrouxadas se esse número de reprodução da doença for abaixo de 1, esta tendência de taxa de contágio coloca o Brasil como o 2º país com mais mortes previstas.

O Brasil está entre os países que menos fazem testes, isto tem como consequência a subnotificação de casos, a dificuldade em se elaborar quadros confiáveis de situação, acarretando dificuldades para o enfrentamento eficaz em tempo e dose desta pandemia. Já passamos dos 100 mil casos confirmados e dos 7 mil óbitos, em função da subnotificação temos, na realidade, muito mais pessoas contaminadas e óbitos.

Segundo a Fundação Oswaldo Cruz, o nível de subnotificação de casos no Brasil é de 7 a 15 vezes o número oficial, portanto, em se adotando que seja 10 vezes maior, teríamos mais de 1 milhão de casos país afora, já a de óbitos seria de 50%, teríamos passado dos 14 mil óbitos. A parte positiva é que a subnotificação de casos é muito maior que a de óbitos, a letalidade que hoje é, em torno, de 7%, cairia para 2 a 3%.

Nesta realidade de subnotificação de casos, os parâmetros adotados pelo Ministério da Saúde (MS) e pelos estados para se monitorar a curva de crescimento é a ocupação de leitos de UTI em paralelo ao número de óbitos e de casos confirmados somados aos casos suspeitos. Rio de Janeiro, Espírito Santo, Ceará, Pernambuco e Amazonas já apresentam mais de 90% de ocupação de leitos, sendo o Amazonas o primeiro estado a ver o seu sistema de saúde entrar em colapso. O Maranhão, tendo São Luiz e outras 3 cidades com mais de 90% de ocupação de leitos, foi o primeiro estado a adotar o lockdown nestas 4 cidades, por decisão judicial.

São Paulo, epicentro da pandemia no país, investe pesado na abertura de novos leitos de UTI e montou 3 hospitais de campanha na capital (Pacaembu, Anhembi e Complexo Ibirapuera), onde apresenta 68,7% de ocupação dos leitos exclusivos da COVID-19 e na região metropolitana, de 89%. Inicia a implementação de uma política de ampla testagem e mantém o estado em distanciamento social ampliado desde 24/03, indicando um início de flexibilização à partir de 11/05 em regiões que atingirem 50% de isolamento social. As autoridades sanitárias paulistas afirmam que a taxa ideal para conter a propagação do SARS-COV-2 seria de 70%.

O MS, nos últimos dias da gestão do ministro Mandetta, adotou algumas medidas que já deveriam ter sido implementadas desde o início da pandemia em nosso país, no que diz respeito a inibir a subnotificação de casos: a adoção de uma política de ampla testagem com a aquisição de mais de 46 milhões de testes RT-PCR (laboratorial) e de testes rápidos, o credenciamento de laboratórios e a instrumentação da Fio Cruz para a elaboração em escala de testes RT-PCR, ainda a criação de uma plataforma concentrando as notificações de casos da saúde suplementar e a elaboração de protocolo uniforme de ação das 47,7 mil equipes de agentes comunitárias de saúde; também elaborou uma Nota Técnica relacionada aos tipos de distanciamentos social e critérios de uso a serem adotados pelos estados e municípios. O novo ministro Nelson Teich, que a despeito de um bom currículo acadêmico como médico oncologista, é desprovido de experiência de gestão e de conhecimento do SUS, além de não demonstrar a mesma capacidade de comunicação de seu antecessor, aparentemente dá continuidade ao planejado.

Santa Catarina que iniciou um distanciamento social ampliado em 17/03, com vários municípios implementando inclusive o lockdown, medida importante, entretanto que precisa do momento adequado e critérios para a implementação, já com mecanismos para a saída do mesmo, visto os graves problemas de ordem psicológica, social e econômica, a meu ver, apesar do aparente achatamento da curva de crescimento, o fez de maneira prematura.

Neste momento, com o relaxamento desta medida e com 20,2% de ocupação de leitos de UTI, apresenta dificuldades nas atitudes de preparação do sistema de saúde, motivo arguido para esta ação, já que não tinha, e continua a não ter, razões epidemiológicas para tanto. Tendo um chamamento público para a implementação de hospital de campanha, eivado de discussões jurídicas, suspenso e, neste momento, a compra de respiradores no valor de 33 milhões, valor pago e produto não recebido, vemos a exoneração do secretário de estado da saúde. O governo estadual, na contramão do governo federal e de outros estados, não sinaliza implementar uma política de ampla testagem, continuando apenas com o LACEN como laboratório referência, prejudicando a elaboração de quadros e o planejamento de ações.

Os indicadores disponíveis mostram o início da curva de crescimento em SC para a 2ª quinzena de maio e início de junho, tendo 4 a 6 semanas de platô para posterior desaceleração, portanto, junho e julho tendem a ser meses críticos.

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Autossabotagem é quando a pessoa toma atitudes que lhe são prejudiciais, influindo de maneira negativa nas suas tarefas cotidianas, nos seus...