Master Coach, Palestrante, Consultor de Gestão e de Projetos na área da Saúde, Colunista e Blogueiro. Cirurgião dentista, pós-graduado em Gestão Hospitalar. Colunista do portal de notícias No Ponto SC com a coluna e o Podcast “Transformando Vidas”. Presidente do Instituto Abaeté de Saúde e Desenvolvimento Humano. Criador do método "Transformando Vidas".
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020
DESVENDANDO UM TABU: Suicídio de crianças e adolescentes. (Parte V)
Chegamos na quinta parte, que é a conclusão deste artigo, com muitas informações e um caminho trilhado, juntos eu e você, que espero nos permita desvendar este tabu e deixar nossa contribuição no sentido de esclarecer, alertar e, em última análise, evitar outros casos.
Já sabemos que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é a segunda causa de morte no planeta entre jovens de 15 e 29 anos e que, segundo o Ministério da Saúde, nos últimos 10 anos houve um crescimento de 40% na taxa de suicídio de jovens entre 10 e 14 anos e de 33,5% de jovens entre 15 e 29 anos.
Nós sabemos que, até o início dos anos 2000, os organismos de saúde não tratavam abertamente sobre o tema, por medo do chamado “Efeito Werther”, segundo o qual a divulgação de um caso poderia provocar outros, atualmente, a OMS tem como diretriz abordar o assunto: instruindo, informando sem divulgar métodos, agindo sem preconceito e tendo como norte, a prevenção.
Desvendamos juntos os motivos apontados por especialistas, quais sejam: sentimento de abandono, desajustamento na escola ou em casa, desesperança em relação ao futuro, uso de álcool e drogas (cada vez mais precoce), quadros de doenças psicossociais (depressão, Síndrome de Déficit de Atenção e Hiperatividade, entre outras), abusos e maus-tratos, maternidade em idade prematura, impulsividade natural de crianças e adolescentes, violência social (Bullying) e o fator “Era Digital”.
Aprendemos que, 01 de cada 02 jovens que tentam o suicídio, apresenta sinais que podem ser identificados, quais sejam:
· Crianças: apatia, voz monótona; sintomas físicos (como dor de barriga, dor de cabeça e dificuldade em dormir recorrentes); irritação; queda no desempenho escolar ou não gosta mais de ir para a escola; mudança na alimentação (come muito ou come pouco);
· Adolescentes: conseguem relatar de uma forma mais clara através de frases como: “eu sou um peso morto para a família”, “ninguém gosta de mim”; demonstrar grau de desesperança; mudança de hábitos (escolar, alimentar, entre outros).
Os especialistas entendem que dos 08 aos 23 anos o cérebro está em formação e que a partir dos 08 anos a criança perde a sua noção lúdica do mundo e já tem percepção de vida e de morte, podendo apresentar “ideação suicida”. Assim como entendem que em 90% dos casos existe um distúrbio psíquico envolvido.
Com estas informações que desvendamos, tivemos a percepção que dos motivos elencados, inclusive a existência de doenças psicossociais, apenas a Sociedade em que Vivemos (expressada por sua forma mais perversa através do Bullying) e a Era Digital, são fatores em modificação ou novos, portanto, é razoável acreditar serem os responsáveis por esta curva de crescimento do suicídio de jovens apresentada nos últimos anos.
Ao abordarmos o fator “sociedade em que vivemos”, desvendamos o Bullying e descobrimos pesquisa do Kings College, em Londres, iniciada em 1959, que acompanhou durante 40 anos, crianças entre 07 e 11 anos que foram vitimadas, a qual concluiu que o impacto do assédio moral é persistente e generalizado, com consequências sanitárias, sociais e econômicas duradouras até na fase adulta.
Quanto a Era Digital, nós trouxemos a luz os psicopatas virtuais que promovem o cyberbullying e também induzem os jovens ao suicídio, através de desafios inseridos em vídeos no YouTube (como o da Peppa Pig e do Fortnite), falamos da Baleia Azul e da MOMO; mas também abordamos o caso de filmes com conteúdo que pode induzir ao suicídio, como “13 Reason Why” (série da Netflix).
Perante esta curva de crescimento deste “mal dos nossos tempos”, os organismos constituídos estão reagindo com uma mudança de postura ao abordar o tema: instruindo, esclarecendo e trabalhando a prevenção, ainda com uma legislação para coibir o Bullying e também para trabalhar a prevenção do suicídio, senão vejamos:
· Leis Federais nº13.185/2015 e nº 13.663/2018, as quais visam o combate ao bullying, ao cyberbullying e instituem o Programa de Combate a Intimidação Sistemática nos Estabelecimentos de Ensino, sendo que a lei de 2018 altera a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação).
· Lei Federal nº 13.819 de 26 de abril de 2019, que institui a Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio.
Importante citar ainda o Mapa da Violência do Ministério da Saúde, o qual se baseia em dados oficiais do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) e que traz dados confiáveis e atualizados sobre este tema, assim como o trabalho da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), entidade que ainda em 2009 elaborou a cartilha: “Suicídio, informando para prevenir” e os esforços da ONG Safer Net Brasil, a qual defende os direitos humanos na internet, luta contra crimes cibernéticos e apresenta uma Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos em parceria com o Ministério Público Federal.
Perante o caminho que trilhamos e de tudo quanto desvendamos é de se ressaltar o preocupante aumento dos casos e a necessidade de ações concretas para se coibir este mal, entendo que esta curva de crescimento está diretamente relacionada com os fatores “Sociedade em que Vivemos” e “Era Digital”, entretanto estes dois fatores dependem da existência de um perfil de fragilidade emocional e/ou psicológica existente. O papel de todos para coibir esta curva de crescimento é fundamental, iniciando pela atitude dos pais em ter um diálogo com seus filhos, com foco na lealdade, no bom exemplo a ser seguido, na amizade, na possibilidade concreta de serem seus confidentes e de passarem a segurança do entendimento, inclusive de situações complexas, onde a não reprimenda, mas sim, o aconselhamento embasado na compreensão do desenvolvimento etário e intelectual dos mesmos seja regra, também o papel de educadores preparados com a compreensão das nuances e da forma de abordagem com o jovem, ainda agentes sanitários prontos para dar o acolhimento humano e profissional a casos psicossociais.
Os agentes constituídos também tem um papel fundamental, seja na postura de promover o diálogo e de prover informações, ainda em ter atitudes que visem articular ações para acolher, coibir e prevenir.
As leis existentes, com foco no Bullying e em um programa voltado às instituições de ensino como maneira de evitá-lo, são importantes, assim como a Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio, instituída recentemente, também o é.
Espero que se encontrem formas de controlar o conteúdo disponibilizado na internet, como também de identificar e criminalizar os psicopatas virtuais, aproveitando este veículo maravilhoso de difusão de informações para, a partir de protocolos psicossociais e sanitários, difundir a boa informação, acolher o jovem com perfil de fragilidade e trabalhar a prevenção. Neste contexto o papel dos pais é fundamental: ao colocar limites para seus filhos, ao perceber suas alterações de comportamento, sua imersão excessiva nas redes digitais e ao controlar o conteúdo digital por eles recebido.
Ao concluir este artigo, onde eu e você desvendamos este tabu, estou certo de termos contribuído para esclarecer, informar e, com o conteúdo aqui disponibilizado, difundir a importância do entendimento para a prevenção deste mal.
O alerta está dado, mas o trabalho aqui iniciado, vai continuar.
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DESVENDANDO UM TABU: Suicídio de crianças e adolescentes. (Parte IV)
Você sabia que, segundo o ranking divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2014, o Brasil é o oitavo país com maior número de suicídios no mundo?
Você sabia que entre 1980 e 2014, segundo dados do Mapa da Violência, estudo publicado anualmente a partir de dados oficiais do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) – Ministério da Saúde (MS), houve um aumento de 27,2% dos suicídios de jovens entre 15 e 29 anos?
Você sabia que, segundo o Mapa da Violência do Ministério da Saúde, nos últimos 10 anos, houve um crescimento de 40% na taxa de suicídio de jovens entre 10 e 14 anos e de 33,5% de jovens de 15 e 19 anos?
Você sabia que, segundo dados do SIM-MS, 7,3% de todas as mortes de jovens são decorrentes de suicídio, ficando atrás somente de acidentes de trânsito?
Você sabia que, por muito tempo não se tratou abertamente sobre o tema por medo do chamado “Efeito Werther”, nome que vem do protagonista do livro “Os Sofrimentos do Jovem Werther”, de Goethe, publicado em 1774, que versa sobre um rapaz que se mata após um fracasso amoroso e cujo exemplo teria provocado outros suicídios de jovens, que este pensamento fortalecido por pesquisa feita nos Estados Unidos nos anos 80 perdurou até o início dos anos 2000? Ainda que, a diretriz atual da OMS é abordar o tema sem glamour, sem divulgar métodos e sem apontar o suicídio como solução para os problemas, agindo sem preconceito e oferecendo ajuda a quem precisa?
Nesta quarta parte deste artigo abordarei a “Era Digital” como fator motivador do suicídio de crianças e adolescentes.
Um artigo de investigação da Revista Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental, de junho de 2017, elaborado por duas estudiosas do tema, constatou que as Redes Digitais podem operar facilitando o acesso a conteúdo sobre o suicídio, informando sobre método, encorajando, produzindo o contágio e o cyberbullicidio.
Thiago Tavares, presidente da Safer Net Brasil, ONG que defende os direitos humanos na internet, luta contra crimes cibernéticos e apresenta uma Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos operada em parceria com o Ministério Público Federal, fala sobre a exploração de quem possui vulnerabilidade emocional e o risco deste jovem ser induzido ao suicídio.
Vários jovens foram induzidos ao suicídio em 2017 e 2018 através do jogo da Baleia Azul, onde são propostas tarefas, que vão desde atividades simples, como desenhar uma baleia em um papel ou assistir sozinho a um filme de terror, até coisas mais agressivas como cortar os lábios, perfurar a palma da mão e desenhar uma baleia no antebraço com um objeto cortante. Quando deixa de cumprir os deveres, o participante é ameaçado pelo administrador. Na etapa final o jogador deve se matar.
Em 2017, temos o caso relatado de um casal de jovens encontrados mortos em um hotel de São Paulo (uma jovem de 16 anos e o namorado de 19 anos), segundo a polícia, houve um pacto de morte, onde o rapaz teria matado a namorada e em seguida se suicidou. Todas as evidências da polícia apontam para a influência negativa da série da Netflix “13 Reason Why”, onde a protagonista de 17 anos se mata após ser vítima de bullying e assédio, versando a série nas 13 fitas que ela grava explicando as razões e as pessoas que a levaram a praticar o ato.
Em 2018 e 2019, temos casos relatados de suicídio de jovens, onde a linha de investigação aponta a influência da boneca “MOMO”, vídeo que induz a criança a automutilação e ao suicídio, o qual é inserido por hackers em vídeos da Peppa Pig e Fortnite no YouTube.
Podemos ainda lembrar do triste acontecimento ocorrido em Suzano-SP, em 2019, onde adolescentes chacinaram outros tantos jovens em uma escola, simulando um jogo de videogame ou de massacre similar, ocorrido em 2018, efetuado por um ex-aluno de 19 anos, na escola Marjory Stoneman Douglas na Florida-USA, com saldo de 17 mortos.
Um dos maiores especialistas do Brasil no tema, o médico psiquiatra, psicanalista e professor da Fundação Oswaldo Cruz, Carlos Estellita Lins, defende que esta curva de crescimento tem uma relação muito forte com o impacto da onipresença da internet junto aos jovens, segundo ele, a pessoa fica vivendo em um ambiente virtual, que leva a um maior afastamento, a depressão, ao isolamento, além da facilidade que a internet proporciona do acesso sobre as informações do suicídio, métodos e formas de fazê-lo, ainda ocorrendo a banalização do ato e o aconselhamento que beira o convencimento para atentar contra a própria vida.
As Redes Digitais são, sem sombra de dúvidas, um milagre dos nossos dias, nos propiciando o acesso a todas as informações, o encurtamento das distâncias e poderiam ser melhor utilizadas para prevenir vários males da sociedade moderna, entre eles o suicídio, mas para isso, seria necessário que os organismos de saúde criassem protocolos médicos e psicológicos para serem trabalhados na internet, além de ampliarem a discussão e o alcance das informações sobre o tema. Portanto as Redes Digitais poderiam ser melhor utilizadas pelos organismos constituídos para divulgar a boa informação, para acalentar de maneira adequada o sofrimento de cada qual e com um conjunto de atitudes, utilizar este importante meio de comunicação para prevenir este mal. Claro que, o controle do conteúdo inserido nas Redes Digitais seria fundamental, mas até que ponto isso é possível? Conquanto isso não acontece, os psicopatas virtuais continuam a se utilizar deste veículo poderoso para invadir nossos lares e atentar contra a vida de nossos filhos.
O papel dos pais também é fundamental, seja ao conversar abertamente com seus filhos, sem reprimendas, os conquistando como amigos e confidentes, mas também sabendo ditar limites e estando sempre atentos as mudanças de comportamento, além de observar e de certa forma controlar a imersão de seus filhos nas Redes Digitais.
Perante o estudo que tenho feito, estou solidamente convencido que as Redes Digitais e a Sociedade em que Vivemos, retratada em sua perversidade, especialmente através do bullying (lembrando que o bullying também pode ocorrer virtualmente), estão diretamente relacionados com esta curva de crescimento apresentada nos últimos anos no suicídio de jovens, entretanto até que ponto apenas as Redes Digitais ou o Bullying podem levar a este ato?
Os especialistas citam um perfil de fragilidade emocional e/ou uma doença psicossocial existente como fator predisponente, o qual poderíamos conotar como “fator de vulnerabilidade”, será?
Na próxima terça-feira, na conclusão deste artigo, estarei desvendando junto com você, a real causa deste “mal dos nossos tempos”.
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DESVENDANDO UM TABU: Suicídio de crianças e adolescentes. (Parte III)
Ao iniciar a terceira parte deste artigo, onde abordarei a sociedade em que vivemos como motivadora para o suicídio de crianças e adolescentes, trago dados do Ministério da Saúde de 2016, ano em que foram catalogados 10.575 suicídios, sendo que 845 eram de crianças e adolescentes. Relata ainda este levantamento, que houve uma curva de crescimento de 0,7% de 2015 para 2016.
Importante ainda dizer que o enfoque desta questão por parte dos organismos em saúde mudou bastante nos últimos anos, senão vejamos, na década de 80 existia um direcionamento da Organização Mundial da Saúde (OMS), braço em saúde da Organização das Nações Unidas (ONU), posição esta embasada em pesquisa elaborada por organismos sanitários dos Estados Unidos (EUA), a qual concluía que a divulgação de casos de suicídio, em qualquer faixa etária, causaria outros casos similares, portanto esta pesquisa identifica a ocorrência de casos por imitação de fatos ocorridos.
Este direcionamento perdurou até o início dos anos 2000, quando a OMS mudou diametralmente de posição e adotou a postura de abordar o tema e trabalhar a sua prevenção. Esta mudança de postura está embasada no fato que, mesmo com a ausência de divulgação e diálogo sobre esta questão, os índices de crescimento do suicídio no mundo continuaram aumentando, como comprova pesquisa elaborada pela ONU em 101 países entre 2000 e 2009. Nesta mesma toada, em 2003 a Associação Internacional para Prevenção ao Suicídio e a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) instituíram o dia 10 de setembro como Dia Mundial para Prevenção do Suicídio e em 2014 a OMS publicou o primeiro relatório sobre suicídio no mundo: “Prevenção do Suicídio, uma necessidade global”.
No Brasil, em 2009, a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) em conjunto com o Conselho Federal de Medicina (CFM) elaborou a cartilha: “Suicídio, informando para prevenir.”
Se faz o momento de discutir o assunto, de trazer luz a este tema revestido de preconceito, entretanto o papel de uma minoria sensacionalista da mídia, a qual busca leitores, “likes” em publicações e retorno financeiro ao custo da divulgação irresponsável e sem base científica ou factual, tem trabalhado na contramão da informação qualificada, conseguindo por vezes com esta postura, gerar o medo e até mesmo replicar fatos.
A sociedade em que vivemos, identificada em sua perversidade, se esboça no que relato acima, mas também se evidencia em outro motivo citado pelos especialistas como sendo um grande catalisador para o suicídio de crianças e adolescentes, estou falando do bullying.
Pesquisadores do Kings College, em Londres, observaram 7.771 crianças, das quais 28% sofreram algum tipo de bullying entre os 07 e 11 anos e as acompanharam até completarem 50 anos. Esta pesquisa se iniciou em 1959 e teve conclusão no início dos anos 2000. Eles descobriram que a maioria das vítimas de bullying ainda sofriam com traumas, 40 anos após terem sido intimidadas.
Segundo o Dr. Ryu Takizawa, do Instituto de Psiquiatria desta Universidade: “Nosso estudo mostra que os efeitos do bullying são ainda visíveis quase 4 décadas mais tarde. O impacto do assédio moral é persistente e generalizado, com consequências sanitárias, sociais e econômicas duradouras na idade adulta.” Os cientistas verificaram que as vítimas eram propensas a serem menos saudáveis e eram mais suscetíveis a desenvolverem a depressão, transtornos de ansiedade e pensamentos suicidas com 50 anos de idade.
No Brasil, pesquisas revelam que mais de 67% de nossas crianças já sofreram algum tipo de bullying, em função disso foi instituído o Programa de Combate à Intimidação Sistemática, a qual inclui entre as atribuições das escolas, a promoção da cultura, da paz e medidas de conscientização, prevenção e combate a diversos tipos de violência, como o bullying. Este programa se sustenta em duas leis que visam combater este mal: Lei Federal nº 13.185/2015 e Lei Federal nº 13.663/2018.
04 passos para identificar vítimas de violência e/ou os agressores:
· Ouvir os filhos e inspirar confiança;
· Atentar para mudanças de comportamento;
· Conhecer os perfis típicos do bullying: crianças tímidas, retraídas, introspectivas ou com baixa-estima, que não se encaixam em padrões definidos como “adequados” pela sociedade;
· Saber que o bullying não é só violência física, pode ainda ser: verbal, moral, sexual, social, psicológica, material e virtual.
Segundo especialistas, a solução para se coibir o bullying passa pela mudança da cultura de convivência entre os alunos, o que exige um conjunto de diversas estratégias, resumidas em 06 pontos principais:
· Reconhecer a existência do bullying;
· Conhecer e cumprir a lei de combate;
· Transformar os valores dos alunos;
· Engajar os professores;
· Envolver os pais na vida escolar;
· Não subestimar o cyberbullying.
A sociedade em que vivemos é plural em sua diversidade de valores, crenças, credos e costumes, assim como somos diferentes uns dos outros fisicamente, na maneira de pensar e agir, o respeito a todos e cada qual em suas opções e diferenças deveria ser a essência da construção de nossa sociedade, mas sabemos que nem sempre é assim, portanto entendo que muito da existência do bullying vem da construção do cidadão primeiramente no seu nicho familiar e depois na escola, assim como na capacidade de pais e educadores em incutirem estes valores, estas verdades e a capacidade dos jovens em se colocarem no lugar do outro e o respeitá-lo como ele é. Enquanto a nossa sociedade não evoluir neste norte, certas questões sociais, em especial o bullying, serão grandes responsáveis por problemas de diversas ordens e inclusive pela mortandade de nossas crianças e adolescentes.
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