Master Coach, Palestrante, Consultor de Gestão e de Projetos na área da Saúde, Colunista e Blogueiro. Cirurgião dentista, pós-graduado em Gestão Hospitalar. Colunista do portal de notícias No Ponto SC com a coluna e o Podcast “Transformando Vidas”. Presidente do Instituto Abaeté de Saúde e Desenvolvimento Humano. Criador do método "Transformando Vidas".
terça-feira, 19 de março de 2019
"Desvendando a Saúde do Brasil"!!!
Disponibilizei a Live feita nesta última quinta-feira (14/03/2019) pelo jornal O Atlântico, onde conversamos sobre os Hospitais Públicos Municipais.
Me acompanhe e juntos vamos "Desvendando a Saúde do Brasil"!!!
Vem comigo!!!
quarta-feira, 6 de março de 2019
Live Jornal O Atlântico do dia 28/02/2019
Live do jornal O Atlântico sobre a minha coluna que sai toda a terça-feira: “Desvendando a Saúde do Brasil”.
Vamos desvendar juntos os Hospitais Públicos Municipais, assunto desta semana e outros temas sobre a Saúde Pública e Suplementar. Em virtude do feriado de carnaval, amanhã sairá a segunda parte da coluna. Vem comigo!!! Contato para contratação de Consultoria e Palestras através dos fones/WhatsApp (47) 99983-6026 e (47) 99903-6152 E-mail: ballesteroconsultoremsaude@gmail.com antonioballestero@oatlantico.com.br https://linktr.ee/ballesteroconsultor...
quinta-feira, 17 de janeiro de 2019
HOSPITAIS PÚBLICOS MUNICIPAIS: Desvendando a história, a legislação básica, a organização e o modelo de gestão!!! (Parte I)
Quando se aborda o tema hospitais é imperioso
inicialmente um recorte histórico, lembrando que já no famoso Código de
Hammurabi (2.250 A.C.) havia descritivos de honorários, responsabilidades
e punições para profissionais que praticassem a medicina; quanto aos primórdios
das instituições hospitalares, é com a religião que se inicia a construção dos
primeiros "hospitais": Egito (Templo de Saturno), em Alexandria (Templos
de Serapis, IsisSerapieia e Isieria), nestes locais os enfermos eram acolhidos
e recebidos por sacerdotes e então agraciados com rituais de cura por sua
melhora.
Na idade média os enfermos e pobres eram
segregados em mosteiros, isto persistiu até o século XVIII. Na Europa, surgem
os grandes hospitais do século XVIII: o Espírito Santo (Roma), o Hotel Dieu (Paris),
São Tomás e São Bartolomeu (Londres). O Hotel Dieu chegou a abrigar 6.000
pacientes, 1% da população de Paris, algo impensável nos conceitos atuais.
Nos Estados Unidos, o primeiro hospital foi
erguido na ilha de Manhattan por volta de 1663, para a recepção de soldados
doentes que haviam sido previamente alojados em casas privadas e para os negros
da Companhia das Índias Ocidentais. O mais antigo de Nova York é o New York
Hospital(1770).
O primeiro hospital do Brasil é a Santa Casa de
Santos, criado por Brás Cubas em 1543, tendo como modelo as Santas Casas de
Portugal. Na década de 1930 ocorreu uma grande expansão do sistema de saúde
brasileiro, com a construção de hospitais e postos de saúde, como é o caso do
Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, o
qual iniciou sua construção em 1938 e foi inaugurado em 1944 (inaugurado nas
solenidades do aniversário do presidente Getúlio Vargas) com: 4.600m2, 11
andares, capacidade de 1200 leitos, 207 enfermarias, 17 salas cirúrgicas, 106
quartos de um e dois leitos,125 conjuntos sanitários e 600 outras dependências,
com o passar dos anos e diante da necessidade do aprofundamento das pesquisas e
da falta de espaço físico para atendimento dos doentes foram criados o
Instituto de Ortopedia e Traumatologia, Instituto de Psiquiatria, Instituto do
Coração, Instituto da Criança e o Instituto de Radiologia.
No século XX surgiram os principais hospitais particulares, a partir de 1960 fundamentados na medicina de grupos, envolvendo tanto grupos médicos quanto cooperativas médicas e atualmente grupos estrangeiros de investidores.
Classificação Hospitalar (citarei as mais
utilizadas):
- Finalidade ou tipo de assistência: Geral (limitados ou não a grupos etários: infantis ou geriátricas, a grupos comunitários: militares por exemplo ou finalidade específica: hospital de ensino) ou Especializada: atende pacientes com alguma patologia específica;
- Administração ou entidade mantenedora: público ou particular;
- Porte: até 50 leitos (pequeno porte), de 51 a 150 leitos (médio porte), de 151 a 500 leitos (grande porte) e mais de 500 leitos (porte especial);
- Objetivo financeiro: Não lucrativo, Filantrópico, Beneficente e Particular;
- Estrutura física: Monobloco, Multibloco, Pavilhonar e Horizontal;
- Corpo Clínico: Aberto ou Fechado;
- Níveis de complexidade (variando conforme o nível de capacitação de seus recursos humanos e a sofisticação tecnológica): primário, secundário (média complexidade) e Terciário (Alta Complexidade).
- Classificação proposta pela nova Política Nacional de Atenção Hospitalar-portaria GM/MS 3390/30/10/2013, pela reformulação da Política Nacional de Atenção às Urgências e Emergências no âmbito do SUS com a instituição da Rede de Atenção às Urgências e Emergências (RUE) - portaria GM/MS 1600/7/7/2011 e a Organização do Componente Hospitalar de Atenção às Urgências e Emergências -portaria GM/MS 2395-11/10/2011, tendo o intuito de identificar portas de entradas hospitalares nos hospitais de referência do SUS, portas de entrada de urgência, enfermarias de retaguarda e leitos de UTI, além de definir critérios de classificação e custeio embasados: na população assistida, complexidade do atendimento, equipe de atendimento, tecnologia e instalações ofertadas. Organizando com isto a rede ao também liberar recursos federais para construção, estruturação e custeio de outros componentes, como Salas de Estabilização e UPAs. Classificação: H. Geral, H. Especializado Tipo I e Tipo II.
Quanto ao recebimento de recursos de hospitais
SUS, o pagamento da produção ambulatorial e hospitalar é feito perante
relatório de produção mensal no SIHSUS (Sistema de Informações Hospitalares do
SUS), sendo que a Autorização de Internação Hospitalar (AIH) é o documento
hábil para identificar o paciente e os serviços prestados sob regime de
internação hospitalar, quanto ao pagamento de atendimentos ambulatoriais em
nível hospitalar é por teto financeiro construído a partir de uma série
histórica e comprovado por produção mensal através do SIA (Sistema de Informação
Ambulatorial).Tendo estas informações básicas sobre a história, a organização, a
classificação e a legislação básica que norteia a área hospitalar é possível
abordar os caminhos que facilitam o encontro do sucesso na gestão de um
hospital público municipal, o qual deve buscar a humanização e a eficácia na sua linha
de cuidados somado a uma gestão equilibrada. Para tanto é importante entender
que não se deve conceber um projeto apenas em nível hospitalar, visto que o
mesmo está inserido em um sistema municipal de saúde que comporta outras duas
linhas de cuidados. Um inventário do sistema que propicie um diagnóstico
competente, com identificação de onde existem nós críticos e com ferramentas de
curto, médio e longo prazo para tornar o sistema de saúde equilibrado, além da
identificação do impacto hospitalar no mesmo, é essencial, por exemplo, se você
tem uma atenção básica com pouca cobertura, com certeza haverá bastante procura
do hospital (o qual deve ser a última linha de procura). Portanto a ampliação da
cobertura da Atenção Básica, ofertar pré-hospitalares em locais estratégicos
como: UPAs, PAs, Salas de Estabilização ou mesmo Unidades Básicas de Saúde com
horários estendidos para cobertura de urgência são soluções a serem pensadas, assim
como conquanto se amplia e organiza as linhas de cuidados, também se atente a
questão de custeio do sistema. No quesito custeio, é claro que o mais fácil é
prover melhorias aumentando o repasse do município ao sistema, entretanto com
entendimento da organização do SUS, é possível identificar novas fontes de
recursos, por vezes já liberadas e no aguardo do acesso dos municípios,
atreladas a portarias ou recursos provenientes de programas, carecendo apenas
de solicitação e comprovação de produção para recebimento.
No que tange ao hospital, existem muitas
questões a compor um projeto específico, cito algumas: já existe ou vai ser
construído? No caso de nova construção, financiamento com juros baixos e longo
prazo para quitação não creio ser problema para um município conseguir, claro
que os custos de construção somados ao de mobiliário, equipamentos, entre
outras necessidade para implementação do hospital irão impactar o custo mês do
hospital em operação; é fundamental pensar no que vai ser construído e
adequar o seu porte, estrutura física e oferta de serviços no intuito de se
inserir nas necessidades loco-regionais e nas possibilidades de custeio perante
os componentes da Rede de Urgências e Emergências (a qual custeia perante
credenciamento na rede por exemplo: enfermaria de retaguarda, hospitais
especializados e leitos de áreas estratégicas); vocacionar é fundamental, mas a
sua vocação precisa estar em sintonia com necessidades loco-regionais, por
exemplo, na região do hospital tem déficit de portas para cirurgias
ginecológicas e grande demanda reprimida; se será de porta aberta (com Pronto
Socorro e funcionando 24h para urgências/emergências e atendimento eletivo) ou
fechada (só para atendimentos eletivos); Modelo de Gestão: administração
direta ou administração indireta: por administração terceirizada (o mais
utilizado é a terceirização para Organizações Sociais, preferencialmente
filantrópicas), por criação de autarquia ou por criação de Fundação Pública de
Direito Privado.
Concluo aqui a primeira parte deste artigo que
busca desvendar e trazer o entendimento para todos, sobre a história,
legislação, organização e gestão hospitalar com foco nos hospitais públicos
municipais, na segunda parte abordarei o modelo de gestão e como atingir o equilíbrio
entre um acolhimento humanizado, atendimento eficaz e a sustentabilidade do custeio.
E aí, qual é o melhor caminho: terceirização
para Organizações Sociais ou criação de uma Fundação Pública de Direito
Privado?
Na conclusão deste artigo desvendaremos esta
questão.
Continue comigo!!!
Antonio Ballestero Jr.
(47) 99983-6026
ballesteroconsultoremsaude@gmail.com
segunda-feira, 7 de janeiro de 2019
SAÚDE PÚBLICA E PRIVADA: Desvendando a história, as leis, a organização ...
Primeiro
bloco da palestra “SAÚDE PÚBLICA E PRIVADA: desvendando a história, as leis, a
organização e a gestão” realizada na Câmara de Vereadores de Itapema no dia
05/12/2018, onde abordei os seguintes assuntos:
- · Hospitais públicos municipais e seus desafios: eficácia, humanização e custeio.
- · A atenção básica pode ser terceirizada?
- · Gestão pública de saúde e seus caminhos: Fundação Pública de Direito Privado ou Organização Social?
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quinta-feira, 8 de novembro de 2018
A TECNOLOGIA TRANSFORMANDO A ÁREA MÉDICA: FACILITANDO O ACESSO, MODIFICANDO PROCESSOS, SALVANDO VIDAS E GERANDO EMPODERAMENTO AO PACIENTE!!!
Nos dias atuais a tecnologia impacta
grandemente os serviços ofertados em saúde, modificando, aperfeiçoando e dando
celeridade a processos, facilitando a obtenção de diagnósticos, redefinindo
métodos cirúrgicos e o próprio tratamento, conseguindo em última análise
aumentar a expectativa e a qualidade de vida da população, assim como propõe a
esperança de cura para muitas patologias e restrições físicas congênitas ou
adquiridas.
Em paralelo a isso a Tecnologia da Informação (TI) é utilizada de maneira cada vez mais eficaz para armazenar e compartilhar dados dos pacientes, os quais podem ser de todas as ordens e utilizados, por exemplo, numa emergência hospitalar para ter prontamente informações sobre possíveis alergias, para identificar se o paciente é portador de patologias crônicas e outras informações vitais para um paciente que precise ser estabilizado.
Em paralelo a isso a Tecnologia da Informação (TI) é utilizada de maneira cada vez mais eficaz para armazenar e compartilhar dados dos pacientes, os quais podem ser de todas as ordens e utilizados, por exemplo, numa emergência hospitalar para ter prontamente informações sobre possíveis alergias, para identificar se o paciente é portador de patologias crônicas e outras informações vitais para um paciente que precise ser estabilizado.
A TI está sendo utilizada de maneira
crescente para gestão de estoque de clínicas e hospitais, em programas de
prontuários cada vez mais sofisticados, na gestão administrativa de Estruturas
de Atenção em Saúde e em uma infinidade de outros processos relacionados à
gestão e aos cuidados em saúde de estruturas sanitárias de diferentes linhas de
atenção. No que tange a linha de cuidados, posso citar a telemedicina, hoje tão
comum em unidades de saúde e hospitais públicos, por vezes bastante distantes
dos locais onde são geradas as informações ou laudos on-line, (exemplo: eletrocardiograma
por telemedicina), portanto tecnologia disponível por baixo custo à serviço da
vida; já em outro extremo, o da sofisticação tecnológica, os robôs que
possibilitam cirurgias cada vez menos invasivas, mais eficazes e com um
pós operatório de melhor qualidade ou citando a diagnose por imagem, o Pet Scan
(tomografia computadorizada por emissão de pósitrons), o qual está sendo
bastante utilizado ultimamente para o diagnóstico precoce do Câncer e é capaz
de mostrar como o corpo está funcionando e visualizar os problemas em nível
celular, sendo portanto mais eficaz e mais amplo de informações que seus
concorrentes (ressonância e tomografia).
A tecnologia está portanto avançando velozmente
em todas as fases desde a prevenção até a reabilitação, propiciando o acesso a
terapias mais eficazes e também no próprio acesso aos serviços através de
marcação de consultas on-line (inclusive no serviço público) e dos aplicativos
de agendamentos de serviços médicos no próprio domicílio do paciente. No
passado o médico ou a clínica médica se estabelecia e criava ou adquiria um
ponto próximo a farmácias, hospitais ou locais de grande circulação de pessoas,
apostava no volume de profissionais da área envolvidos, no intuito de criar um
local de procura óbvia (se organizando em condomínios ou clínicas), somando-se
a isso o atendimento de pacientes de planos de saúde, plantões em
hospitais e o tempo conspirando a lhe retribuir o retorno pelo bom trabalho, prioritariamente
divulgado no boca a boca.
Nos dias atuais a tecnologia promoveu um
empoderamento do paciente e os profissionais de saúde precisam ter à disposição
várias ferramentas digitais para satisfazer o paciente na facilitação do
acesso. Os projetos de marketing digital são um exemplo e uma necessidade cada
vez mais presentes, divulgando nos conformes do que a lei permite, seu trabalho
como profissional em saúde através de conteúdo ofertado em plataformas digitais
do Facebook, Instagram, em sites e blogs. Nos dias atuais a tradicional
secretária que fazia a agenda dos pacientes por telefone está sendo
rapidamente substituída pelo catálogo online, onde se procura a especialidade
desejada, o médico mais próximo possível de sua residência e por um preço
acessível ao bolso.
Segundo dados levantados pelo Blog iClinic, as
principais vantagens dos médicos que aderem à essas plataformas residem na
diminuição no índice de consultas não comparecidas, na menor dependência dos
planos de saúde (visto que as consultas marcadas não são particulares), na
maior rentabilidade, na maior facilidade no controle do horário dos médicos e
na maior fidelização dos pacientes, fatores estes que somados a baixa
remuneração médica dos planos de saúde em contrapartida ao valor alto cobrado
dos usuários (o que está provocando um grande êxodo de médicos e usuários), ainda
a outros fatores de mercado, esta fazendo com que se multipliquem rapidamente
os sites e aplicativos de agendamento de consultas.
Realmente estamos vivenciando uma grande
transformação nos processos de acesso aos serviços em saúde, uma alteração
substancial de paradigmas ditada pela tecnologia, a qual ao impactar e
modificar processos, gera empoderamento ao usuário e impõe mudanças rápidas com
entendimento e assimilação do novo mundo que já está presente aos profissionais
de saúde.
Antonio Ballestero Jr.
(47) 99983-6026
ballesteroconsultoremsaude@gmail.com
quinta-feira, 25 de outubro de 2018
Antonio Ballestero Consultor de Gestão em Saúde
Estou iniciando hoje um novo canal de comunicação com você, via Youtube. Seja você iniciado ou não em saúde, me acompanhe!
Neste canal estarei compartilhando vídeos onde contextualizo artigos publicados em meu blog, vamos poder conversar e prover esclarecimentos para que juntos caminhemos no sentido do entendimento da saúde pública e privada do nosso país.
Venha comigo!!!
quinta-feira, 4 de outubro de 2018
Saúde Pública e Suplementar: desvendando a história, as leis, a organização e a gestão!!! (Parte II)
Após
um breve histórico e o compendio de Legislação Básica da Saúde Pública
e da Suplementar que abordei no artigo anterior, neste, vou falar um
pouco sobre gestão, concluindo a intenção deste trabalho, o qual por didatismo
dividi em dois artigos, qual seja de tornar possível para todos entenderem
minimamente a saúde do Brasil através da história, da legislação básica e das
diferenças de organização e do modo de gestão da Saúde Pública e da
Suplementar.
Tanto a Saúde Pública quanto a Suplementar tem
seu centro de gestão no Ministério da Saúde, seu norte Jurídico iniciando na
Constituição Federal e na consequente Lei Complementar à Constituição Federal
8080/1990, a partir deste momento a organização legal é diferente e isto é
claro que impacta na gestão. O gestor precisa necessariamente ter um
conhecimento básico da legislação para atuar em cada uma das áreas, afinal a
legislação vai dar o norte legal de sua atuação e ditará a organização tanto do
SUS quanto da Saúde Privada e a prática exige uma gestão
totalmente diferente em cada qual.
Quando falamos de gestão pública, temos o componente das leis gerais do
setor público, com relevo para a Lei das Licitações Públicas (Lei Federal nº
8666/1993) e a Lei Complementar à Constituição Federal nº 101/2000 (Lei de
Responsabilidade Fiscal), quanto a legislação específica, ela se restringe ao
que foi citado na primeira parte deste artigo, acrescida de uma série de
portarias, deliberações, resoluções e atos normativos. O SUS tem como uma de
suas diretrizes a descentralização, portanto o mando da gestão é local e as
responsabilidades do Ministério da Saúde, das Secretarias de Estado da Saúde e
das Secretarias Municipais de Saúde são ditadas por portarias originárias, em
grande parte, de pactuações celebradas por estas três instâncias de poder
nas Comissões Intergestoras: regionais, bipartites e tripartites, as quais são
o palco também das discussões e pactuações para a implementação de
políticas de impacto loco-regional, estadual e nacional.
Os Gestores SUS nas três esferas de poder, na realidade são gestores do
Ministério da Saúde e portanto responsáveis legais e com possibilidade de
interveniência na Saúde Suplementar sob sua jurisdição, portanto são nomeados
pelo Presidente da República, Governadores e Prefeitos, respectivamente e podem
ser exonerados por eles em qualquer momento, entretanto a responsabilidade
legal e de mando da Saúde Pública e Privada sob
sua jurisdição é deles.
A gestão pública da saúde impõe o conhecimento de várias questões: o
orçamento tripartite, blocos de recebimentos de financiamento de gestão por
parte do Governo Federal e Governos Estaduais, o Sistema de Informações do SUS,
o qual precisa ser alimentado mensalmente, com prazos para fazê-lo para manter
recursos recebidos por serviços ofertados perante o Ministério da Saúde e
Secretarias de Estado da Saúde, a influência do fator político que tanto
impacta a gestão pública e a presença de organismos controladores, como
o Ministério Público, os Conselhos de Saúde, o Tribunal de Contas e
as Câmaras de Vereadores, os quais exercem o seu papel de fiscalizar, mas
também provocam engessamento na máquina pública. Estas questões servem como
exemplo para outras tantas existentes e que exigem conteúdo técnico, liderança,
habilidade e experiência dos gestores.
Brevemente esboçada a gestão pública da saúde, vamos abordar a gestão no
suplementar, já destaquei o fato que a Saúde Privada começou a se organizar na
década de 30, sendo que o Ministério da Saúde foi criado em 1953 e a
Agência Nacional de Saúde Suplementar foi criada em 2000, entretanto o seu rol
de finalidades está diretamente calcado na regulação das Operadoras de Planos
de Saúde Privados, cabendo ao Ministério da Saúde através de suas gestões
competentes e da Anvisa a fiscalização da atuação e análise e aprovação das
Estruturas de Atenção em Saúde; ressalto também que na Saúde Privada, os
conselhos de classe, como o CFM (Conselho Federal de Medicina) tem um papel
bastante importante não só na fiscalização do exercício profissional, mas
também buscando criar regras e fiscalizar através do exercício profissional o
bom funcionamento de clínicas e aplicativos de agendamento de consultas a
domicilio, por exemplo.
A gestão propriamente dita de clínicas, hospitais e outras estruturas
sanitárias privadas não é obviamente regida por uma série de regramentos e pelo
engessamento da gestão pública, entretanto também exige conhecimento legal,
conteúdo técnico e experiência. Conforme o porte da estrutura sanitária os
desafios se tornam maiores e independente de haver menos engessamento legal,
deve existir sempre o vislumbre da atuação em uma área de extrema
responsabilidade e onde independente do nicho de mercado focado, cada vez mais
se exige um diagnóstico correto de mercado e da concorrência pública e
privada, a identificação de seu público alvo e a elaboração de uma oferta
de serviços compatível com as necessidades epidemiológicas e de demanda
loco-regionais, ainda conhecimento de gestão de qualidade e capacitação
continuada do gestor.
Espero
ter atingido o objetivo deste trabalho, o qual reitero, foi dividido por
questões didáticas em dois artigos e contribuído com um pouco mais de
informações para os leitores já iniciados em saúde, assim como ter trazido um
entendimento mínimo sanitário para todos os que acompanham as publicações de
meu blog.
Antonio
Ballestero Jr.
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TRANSFORMANDO VIDAS: COMO VENCER A AUTOSSABOTAGEM
Autossabotagem é quando a pessoa toma atitudes que lhe são prejudiciais, influindo de maneira negativa nas suas tarefas cotidianas, nos seus...





