Todas as vacinas são seguras, eficientes e impedem que as pessoas evoluam para quadros mais graves da Covid-19, entretanto, fazendo um comparativo com o futebol, mesmo um gênio, como o Leonel Messi, eventualmente perde um pênalti ou falha em um jogo importante, portanto, nenhuma vacina tem 100% de eficácia. As vacinas contra a Covid-19 não impedem a contaminação e não refreiam a transmissão, sendo que, as novas variantes do vírus, em especial a variante Delta (Indiana), tem diminuído a eficácia das vacinas.
As vacinas atuam de duas formas para proporcionar a imunização: na formação de anticorpos e provocando a memória celular. Temos diferentes tipos de vacinas já em utilização contra a Covid-19, que diferem quanto a tecnologia utilizada em sua elaboração: vírus inativo (CoronaVac), proteína viral (EpiVacCorona), vetor viral não replicante (Oxford-AstraZeneca) e genômica (Pfizer e Moderna). Existem outras sendo elaboradas que envolvem outros tipos de tecnologia, mas me aterei as que já estão em uso.
A técnica de elaboração das vacinas pode impactar na sua eficácia, contudo, atinge diretamente a forma como provoca a imunização no organismo humano e a alteração que pode vir a sofrer em sua eficácia frente a novas variantes virais.
Vamos lá, o que isso tem a ver com a variante delta e a terceira dose da vacina?
Olha só, as vacinas elaboradas com a tecnologia de vetor viral não replicante e genômica trabalham com parte da proteína Spike do Sars-Cov2, diferentemente das elaboradas por tecnologia de vírus inativo, as quais utilizam o vírus integral. As novas variantes apresentam modificações que podem driblar a eficácia das vacinas, contudo os imunizantes que utilizam o vírus integral tendem a ter uma menor queda de eficácia. Todavia, as vacinas elaboradas a partir de vírus inativo provocam uma imunização por formação de anticorpos importante, mas, é pouco presente a imunização por memória celular.
Afora isso, o fato de termos diferentes tipos de vacinas nos proporciona que, com o uso e o tempo, identifiquemos o tipo de imunizante mais indicado para uma determinada faixa etária ou mesmo, não indicado, se devemos imunizar gestantes (em que período da gravidez e com qual vacina), o tempo que a imunização se mantem ativa, entre outras informações que vão modificando o plano vacinal na busca de uma maior resolubilidade. Esclareço que, na autorização de uso temporária ou mesmo definitiva, inicialmente os organismos de controle, no Brasil a ANVISA, são bastante restritivos com foco na segurança, posteriormente a prática vai remodelar as indicações de uso.
Reitero que, todas as vacinas são seguras e eficientes, alterando a eficácia conforme o tipo de imunizante, entretanto são vacinas que foram elaboradas em tempo recorde. Anteriormente, o imunizante que havia sido elaborado em menor prazo, foi contra a Caxumba (4 anos), portanto, muito há de se evoluir e a presença destas novas variantes, em especial a Delta, é um desafio que explica a necessidade de uma cobertura vacinal de segurança, a terceira dose.
A Variante Delta já se instalou em mais de 100 países e tende a se tornar predominante mundialmente, se apresentando, segundo o governo britânico, entre 40% e 60% mais contagiosa que a variante Alpha (originária da Inglaterra) e duas vezes mais transmissível que a cepa viral original, identificada em Wuhan, na China. Segundo a Fiocruz, a Delta é 3 vezes mais contagiosa que a variante Gama (originada em Manaus-AM e ainda predominante no Brasil), tendo maior velocidade de transmissão e maior capacidade para driblar a imunização provocada pelas vacinas. Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) do governo dos EUA, 83% dos casos de Covid-19 no país, neste momento, são provocados pela variante Delta.
No Brasil, o estado do Rio de Janeiro se tornou o epicentro de um surto pandêmico da variante Delta. Segundo boletim recente da Secretaria de Estado da Saúde, esta variante responde por 66% das amostras coletadas na capital e 60% no estado. Já passamos dos mil casos sequenciados da variante Delta no país, sendo que, este surto se mostra mais preocupante na região sudeste, mas, nossa incapacidade de elaborar barreiras sanitárias já foi demonstrada amplamente nesta pandemia, portanto, esta variante tende a se tornar predominante no país.
A ANVISA, conforme a atualização na indicação e contraindicação que é normal ocorrer com medicações e imunizantes, vetou o uso da CoronaVac para crianças e adolescentes. Já no dia 18 de agosto, recomendou a aplicação de uma terceira dose desta vacina para idosos e imunossuprimidos, ao tempo que no dia 19 de agosto requereu da Pfizer estudos para uma terceira dose da vacina.
O Ministério da Saúde (MS), através de seu ministro Marcelo Queiroga, se manifestou em 18 de agosto, que haverá a aplicação de dose de reforço da vacina, a terceira dose, sendo inicialmente aplicada em idosos e profissionais da saúde. Segundo ele, estudos estão sendo feitos para a aplicação da terceira dose das vacinas da Pfizer, AstraZeneca e CoronaVac, contudo, não esclareceu quando isso vai ocorrer.
Os EUA iniciam a aplicação da terceira dose da vacina contra a Covid-19 (Pfizer e Moderna) em 20 de setembro, vários outros países também estão com planejamento de fazê-lo. O governo brasileiro que não apostou nas vacinas e aderiu de maneira tardia a compra dos imunizantes vive o dilema de avançar na cobertura vacinal com duas doses ou apostar na terceira dose como maneira de impedir o estabelecimento da variante Delta no país.
Vem comigo!!!
As vacinas atuam de duas formas para proporcionar a imunização: na formação de anticorpos e provocando a memória celular. Temos diferentes tipos de vacinas já em utilização contra a Covid-19, que diferem quanto a tecnologia utilizada em sua elaboração: vírus inativo (CoronaVac), proteína viral (EpiVacCorona), vetor viral não replicante (Oxford-AstraZeneca) e genômica (Pfizer e Moderna). Existem outras sendo elaboradas que envolvem outros tipos de tecnologia, mas me aterei as que já estão em uso.
A técnica de elaboração das vacinas pode impactar na sua eficácia, contudo, atinge diretamente a forma como provoca a imunização no organismo humano e a alteração que pode vir a sofrer em sua eficácia frente a novas variantes virais.
Vamos lá, o que isso tem a ver com a variante delta e a terceira dose da vacina?
Olha só, as vacinas elaboradas com a tecnologia de vetor viral não replicante e genômica trabalham com parte da proteína Spike do Sars-Cov2, diferentemente das elaboradas por tecnologia de vírus inativo, as quais utilizam o vírus integral. As novas variantes apresentam modificações que podem driblar a eficácia das vacinas, contudo os imunizantes que utilizam o vírus integral tendem a ter uma menor queda de eficácia. Todavia, as vacinas elaboradas a partir de vírus inativo provocam uma imunização por formação de anticorpos importante, mas, é pouco presente a imunização por memória celular.
Afora isso, o fato de termos diferentes tipos de vacinas nos proporciona que, com o uso e o tempo, identifiquemos o tipo de imunizante mais indicado para uma determinada faixa etária ou mesmo, não indicado, se devemos imunizar gestantes (em que período da gravidez e com qual vacina), o tempo que a imunização se mantem ativa, entre outras informações que vão modificando o plano vacinal na busca de uma maior resolubilidade. Esclareço que, na autorização de uso temporária ou mesmo definitiva, inicialmente os organismos de controle, no Brasil a ANVISA, são bastante restritivos com foco na segurança, posteriormente a prática vai remodelar as indicações de uso.
Reitero que, todas as vacinas são seguras e eficientes, alterando a eficácia conforme o tipo de imunizante, entretanto são vacinas que foram elaboradas em tempo recorde. Anteriormente, o imunizante que havia sido elaborado em menor prazo, foi contra a Caxumba (4 anos), portanto, muito há de se evoluir e a presença destas novas variantes, em especial a Delta, é um desafio que explica a necessidade de uma cobertura vacinal de segurança, a terceira dose.
A Variante Delta já se instalou em mais de 100 países e tende a se tornar predominante mundialmente, se apresentando, segundo o governo britânico, entre 40% e 60% mais contagiosa que a variante Alpha (originária da Inglaterra) e duas vezes mais transmissível que a cepa viral original, identificada em Wuhan, na China. Segundo a Fiocruz, a Delta é 3 vezes mais contagiosa que a variante Gama (originada em Manaus-AM e ainda predominante no Brasil), tendo maior velocidade de transmissão e maior capacidade para driblar a imunização provocada pelas vacinas. Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) do governo dos EUA, 83% dos casos de Covid-19 no país, neste momento, são provocados pela variante Delta.
No Brasil, o estado do Rio de Janeiro se tornou o epicentro de um surto pandêmico da variante Delta. Segundo boletim recente da Secretaria de Estado da Saúde, esta variante responde por 66% das amostras coletadas na capital e 60% no estado. Já passamos dos mil casos sequenciados da variante Delta no país, sendo que, este surto se mostra mais preocupante na região sudeste, mas, nossa incapacidade de elaborar barreiras sanitárias já foi demonstrada amplamente nesta pandemia, portanto, esta variante tende a se tornar predominante no país.
A ANVISA, conforme a atualização na indicação e contraindicação que é normal ocorrer com medicações e imunizantes, vetou o uso da CoronaVac para crianças e adolescentes. Já no dia 18 de agosto, recomendou a aplicação de uma terceira dose desta vacina para idosos e imunossuprimidos, ao tempo que no dia 19 de agosto requereu da Pfizer estudos para uma terceira dose da vacina.
O Ministério da Saúde (MS), através de seu ministro Marcelo Queiroga, se manifestou em 18 de agosto, que haverá a aplicação de dose de reforço da vacina, a terceira dose, sendo inicialmente aplicada em idosos e profissionais da saúde. Segundo ele, estudos estão sendo feitos para a aplicação da terceira dose das vacinas da Pfizer, AstraZeneca e CoronaVac, contudo, não esclareceu quando isso vai ocorrer.
Os EUA iniciam a aplicação da terceira dose da vacina contra a Covid-19 (Pfizer e Moderna) em 20 de setembro, vários outros países também estão com planejamento de fazê-lo. O governo brasileiro que não apostou nas vacinas e aderiu de maneira tardia a compra dos imunizantes vive o dilema de avançar na cobertura vacinal com duas doses ou apostar na terceira dose como maneira de impedir o estabelecimento da variante Delta no país.
Vem comigo!!!


Nenhum comentário:
Postar um comentário